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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

'Estamos do lado de Guaidó', diz ministro alemão

Heiko Maas, que comanda pasta do Exterior, afirma que Alemanha apoia ações de líder oposicionista na Venezuela, sem o reconhecer oficialmente como presidente. Porta-voz de Merkel pede eleições livres e justas.


Deutsch Welle

O ministro alemão do Exterior, Heiko Maas, rompeu o silêncio do governo da Alemanha sobre os últimos acontecimentos na Venezuela, afirmando nesta quinta-feira (24/01) que seu país está ao lado do líder oposicionista Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país sul-americano.


Ministro alemão do Exterior Heiko Maas representará seu país no Conselho de Segurança da ONU
Ministro alemão do Exterior Heiko Maas representará seu país no Conselho de Segurança da ONU

"Não estamos neutros", disse Maas em entrevista à DW, na véspera de representar pela primeira vez a Alemanha como membro rotativo do Conselho de Segurança da ONU.

"Estamos do lado de Guaidó, porque é difícil reconhecer a legitimidade da reeleição de Maduro. É evidente que houve tantas violações do direito de voto que só se pode falar de eleições limitadamente democráticas", disse o ministro em referência à votação no ano passado em que Maduro foi declarado vencedor, apesar da legitimidade do pleito ser amplamente questionada.

"Por isso pedimos novas eleições, para que a Assembleia Nacional possa assumir responsabilidades e para que o direito constitucional seja restaurado na Venezuela", disse Maas ."Não estamos neutros nessa questão, apoiamos o que Guaidó está fazendo", reiterou, evitando declarar apoio oficial do governo alemão à presidência do líder oposicionista.

Nesta sexta-feira, Steffen Seibert – porta-voz da chanceler federal Angela Merkel – afirmou que Berlim está considerando a possibilidade de reconhecer Guaidó como chefe de Estado da Venezuela se não houver imediatamente eleições justas e livres no país.

A União Europeia (UE) também vem mantendo uma posição mais cuidadosa quanto ao reconhecimento de Guaidó como presidente, preferindo se limitar a pedir novas eleições no país sul-americano.

Países como Brasil, Estados Unidos, Colômbia, Canadá, Argentina e Chile e a Organização dos Estados Americanos (OEA) reconhecerem o governo interino pouco depois de Guaidó, que preside a Assembleia Nacional da Venezuela, se declarar presidente.

Sob pressão, o presidente Nicolás Maduro aceitou nesta quinta-feira iniciar conversações com a oposição venezuelana para pôr fim à crise política, após uma proposta dos governos do México e do Uruguai para a criação de uma iniciativa internacional de diálogo. O presidente rompeu relações políticas com os EUA, expulsando diplomatas do país e fechando as embaixadas venezuelanas em solo americano.

Papel ativo no Conselho de Segurança

Mass falou sobre a futura posição da Alemanha como membro do Conselho de Segurança, posto que o país assume a partir deste mês por dois anos.

"Naturalmente, desempenharemos um papel ativo ao lidar com as crises e conflitos com os quais o Conselho lida. Isso inclui Síria, Iêmen, Ucrânia e, agora, a Venezuela", afirmou.

"Há temas importantes que pretendemos levar ao Conselho. O clima e a segurança são questões que não recebem atenção suficiente", observou.

O ministro ressaltou a importância do reconhecimento do papel das mulheres e do reforço da ajuda humanitária nas regiões em crise. "O grande tema, porém, é o desarmamento. Isso é algo que deve ser discutido com a comunidade internacional", afirmou.

"Não queremos fingir que somos mais importantes do que realmente somos. Mas, há questões que não interessam apenas à Rússia ou aos Estados Unidos, como o futuro do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário [INF, na sigla em inglês]. Ficaremos satisfeitos em ajudar sempre que pudermos na busca por entendimento", afirmou acrescentando que a China também desempenha um papel importante na questão do desarmamento.

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