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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

EUA acusam China de tomar decisão política ao condenar canadense à morte

O Departamento de Estado dos EUA afirmou nesta quarta-feira (16) que a sentença de um tribunal chinês de condenação à morte de um homem canadense é "motivada politicamente".


Sputnik

O porta-voz Robert Palladino afirmou que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e a ministra de Relações Exteriores canadense, Chrystia Freeland, conversaram e "expressaram suas preocupações sobre as detenções arbitrárias e condenações de cidadãos canadenses motivadas politicamente".


A bandeira da República Popular da China e as Estrelas e Listras dos Estados Unidos tremulam pela Avenida da Pensilvânia, perto do Capitólio dos EUA, durante a visita de Estado do presidente chinês, Hu Jintao em 18 de janeiro de 2011 (foto de arquivo).
© REUTERS / Hyungwon Kang

Um tribunal chinês condenou o canadense Robert Schellenberg à morte em um repentino novo julgamento por tráfico de drogas na segunda-feira (14).

Freeland e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, têm conversado com líderes mundiais sobre o caso de Schellenberg e os casos de dois canadenses presos na China em aparente retaliação à prisão da executiva chinesa Meng Wanzhou, da Huawei.

Ela foi detida no Canadá por pedido dos Estados Unidos — que defendem sua extradição para responder a acusações de fazer negócios com empresas sancionadas do Irã.

Bruce Heyman, um ex-embaixador dos EUA no Canadá, escreveu no Twitter que os EUA e outros aliados precisam tomar uma posição pública mais forte de apoio ao Canadá e pedir um tratamento diferente aos canadenses presos na China.

O Canadá embarcou em uma campanha com aliados para conseguir a libertação do ex-diplomata Michael Kovrig e do empresário Michael Spavor, que foram detidos 10 dias após a prisão de Meng em 1º de dezembro.

A Casa Branca anteriormente chamou as detenções de "ilegais", mas o presidente Donald Trump não se pronunciou. Trudeau ligou para Trump na semana passada para falar sobre o assunto.

Uma autoridade do governo canadense, falando anonimamente, disse nesta semana que autoridades chinesas têm interrogado Kovrig sobre sua atuação como diplomata na China.

O premiê canadense têm argumentado que Kovrig tem imunidade diplomática e não poderia estar preso.

A China disse que Kovrig não tem imunidade diplomática.

Kovrig estava trabalhando como analista para a International Crisis Group e de licença de seu cargo como diplomata quando foi preso.

Um ex-embaixador canadense na China, Guy Saint-Jacques, disse que interrogar Kovrig sobre sua atuação como diplomata na China violaria as proteções à imunidade diplomática residual da Convenção de Viena.

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