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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

EUA começam produção das primeiras ogivas de baixo rendimento

Os Estados Unidos começaram a desenvolver novas ogivas nucleares de baixo rendimento (táticas) para seus mísseis Trident, que equipam os submarinos nucleares. Isso, conforme a administração Trump, "tornaria uma guerra nuclear menos provável".


Sputnik

A Administração Nacional de Segurança Nuclear dos Estados Unidos (NNSA, na sigla em inglês) informou sobre o início da produção da primeira ogiva nuclear tática para os mísseis balísticos Trident.


Lançamento de míssil Trident D5 a partir do submarino USS Kentucky, arquivo
Lançamento do míssil Trident D5 | CC0 / Marinha dos EUA

Segundo informou a NNSA, a montagem da ogiva W76-2 já começou, acrescentando que espera entregar à Marinha as primeiras unidades desses armamentos em estado operacional até o final do ano fiscal de 2019.

A ogiva W76-2, destinada a equipar os mísseis Trident dos submarinos americanos, é uma versão modificada e menos potente da ogiva W76-1. A NNSA também indicou que a fabricação desta arma está sendo feita por ordem do presidente Donald Trump. A administração Trump argumenta que o desenvolvimento de uma arma de baixo rendimento tornaria menos provável uma guerra nuclear, oferecendo aos Estados Unidos mais vantagens.

No entanto, os democratas do Congresso norte-americano se manifestam fortemente contra a produção da W76-2, porque isso, por sua vez, precipitaria uma corrida armamentista e aumentaria as chances de que um conflito convencional se transformasse em uma guerra nuclear. Nesse sentido, o presidente do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Deputados, Adam Smith, declarou que introduziria mecanismos legislativos que proibissem a produção dessa arma.

Por sua parte, Stephen Young, da organização Union of Concerned Scientists, acredita que é mais provável que os responsáveis pelo desenvolvimento da W76-2 tenham reduzido seu rendimento ao remover um dos dois estágios do dispositivo termonuclear original.

"O único requisito é substituir o segundo estágio por uma versão simulada, que é o que você faz cada vez que testa um míssil", disse Young, acrescentando que a quantidade de trítio, um isótopo de hidrogênio, também pode ser ajustada.

Em resultado, sua potência explosiva deveria ser reduzida de 100 quilotons de TNT para aproximadamente cinco, cerca de um terço da potência da bomba lançada contra Hiroshima.

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