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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

EUA impõem sanções contra petrolífera estatal da Venezuela

Medidas têm como objetivo limitar exportações de petróleo para os EUA e devem resultar em prejuízos bilionários para a PDVSA. Maduro classifica sanções de "criminosas" e promete retaliação.


Deutsch Welle

O governo do presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (28/01) sanções contra a estatal venezuelana Petróleos de Venezuela (PDVSA), com o objetivo de limitar as exportações de petróleo do país para os Estados Unidos e pressionar o presidente Nicolás Maduro a renunciar ao cargo.


PDVSA
Em meio à crise econômica, sanções contra PDVSA atingem fonte de renda crucial para a Venezuela

O governo americano não chegou a banir a compra de petróleo da Venezuela por empresas americanas, mas decidiu que os pagamentos das transações serão direcionados para uma conta bloqueada, o que deve levar a PDVSA a reduzir as exportações para os EUA, seu principal cliente.

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, afirmou que 7 bilhões de dólares da PDVSA serão imediatamente bloqueados como resultados das sanções. A companhia também deve perder 11 bilhões de dólares em receitas de exportações ao longo do próximo ano, afirmou.

"Estamos em total choque. A companhia já está muito abalada", disse à agência de notícias Reuters um alto executivo da PDVSA que preferiu não ser identificado.

Maduro prometeu adotar medidas legais contra as sanções e retaliar, embora não tenha anunciado medidas específicas. Ele classificou as sanções de "criminosas".

"Daremos uma resposta recíproca e convincente, necessária para defender os interesses da Venezuela, no devido tempo", disse Maduro.

Em reação às novas sanções americanas, a PDVSA passou a exigir pré-pagamentos dos petroleiros com destino aos EUA que aguardavam receber a carga nos portos da Venezuela.

A Citgo Petroleum, subsidiária americana da PDVSA no setor de refinamento de petróleo, é o ativo mais importante da Venezuela no exterior.

Com as sanções, o governo Trump espera fortalecer o líder da oposição venezuelana e presidente interino autoproclamado, Juan Guaidó, para que novas eleições sejam convocadas. A legitimidade do pleito em que Maduro foi eleito para um segundo mandato, em maio do ano passado, é amplamente contestada.

Em uma entrevista à CNN nesta segunda-feira, Guaidó afirmou que havia conversado com Trump "e outros presidentes na região", sem revelar detalhes. Separadamente, Guaidó disse que o Parlamento venezuelano nomeará novas diretorias para a PDVSA e para a Citgo.

Maduro e Guaidó estão disputando o apoio das Forças Armadas do país, que ainda mantêm o apoio a Maduro. O líder oposicionista convocou os venezuelanos a participarem de uma nova jornada de protestos nesta quarta-feira e no próximo sábado, quando expira o ultimato de membros da União Europeia (UE) para que Caracas planeje novas eleições.

Até o momento, a administração Trump vinha evitando atacar o setor petroleiro da Venezuela por temores de que as refinarias americanas fossem afetadas e de que a crise econômica no país se aprofundasse ainda mais.

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