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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Fragata brasileira capitaneará Força-Tarefa da ONU no Líbano

A Fragata União, da Marinha do Brasil, desatracou essa semana do Rio de Janeiro rumo ao Líbano, onde passará a integrar a Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL) a partir do dia 15 de março. O navio substituirá a Fragata Liberal, que participa da operação desde setembro de 2018.


Sputnik

Em nota à Sputnik Brasil, o Comando de Operações Navais ressaltou que o navio brasileiro capitaneará as ações da Força Tarefa Marítima.


Fragata “União” rebocada para o local de atracação
Fragata brasileira F-45 União | Marinha do Brasil

"No Líbano, o Navio da Marinha capitaneará a Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL), que tem como missão impedir a entrada, em território libanês, de armas ilegais e contrabandos, e empregando patrulhas navais nas águas jurisdicionais libanesas", explica a nota.

A embarcação brasileira que partiu da Base Naval do Rio de Janeiro no último domingo (27) fará escalas em Natal, no Rio Grande do Norte, e nas cidades de Funchal, em Portugal, e de Valência, na Espanha. A previsão é que os militares cheguem em Beirute, capital do Líbano, no dia 7 de março.

Atualmente, 215 militares da Marinha do Brasil atuam Força Interina das Nações Unidas no Líbano. Eles estão distribuídos entre o Estado-Maior do Force Commander, com dois militares, o Estado-Maior do Comando da Força Tarefa Marítima, com 13 militares, e a tripulação da Fragata União, composta por 200 militares.

O Comando de Operações Navais da Marinha informou em na nota que os militares brasileiros participaram ainda da preparação da Marinha libanesa para manter a segurança de sua jurisdição marítima.

"As principais atribuições são relacionadas ao adestramento com foco na preparação da Marinha libanesa, de modo a capacitá-la a exercer tarefas de segurança em sua área de jurisdição marítima, bem como as já citadas ações de interdição de área marítima, que possuem a finalidade de impedir a entrada não autorizada de armamento naquele país", ressalta o comunicado.

No Líbano, a Fragata União realizará as tarefas de Navio-Capitânia da Força Tarefa Marítima da UNIFIL. A embarcação, da Classe Niterói, desempenha tarefas de emprego geral, principalmente no que se refere às operações de interdição marítima e, em períodos específicos, de patrulhamento.

O Comando de Operações Navais destacou também que a posição da fragata nessa missão de paz é um reconhecimento da capacidade da Armada brasileira em operações como essa.

"Essa posição de liderança exercida no Líbano se deve ao fato de termos uma longa tradição de participação em missões de paz, tais como em Suez, Angola, Moçambique, Timor-Leste e Haiti. Nesse sentido, a Marinha do Brasil contribui, desde 2011, para o trabalho desenvolvido no Líbano e os militares que irão compor essa nova etapa da missão têm por meta manter o padrão de atuação das Forças Armadas do Brasil", conclui.

Os militares que seguem a caminho do Líbano terão a missão de substituir os brasileiros que atuam na Fragata Liberal. Em sua estadia no país, além da proteção da área de jurisdição marítima do Líbano, os brasileiros ainda atuaram no resgate de 31 refugiados sírios, no dia 11 de outubro de 2018. O barco deles foi localizado a cerca de 75 quilômetros da capital do Líbano, Beirute. Os refugiados estavam à deriva há três dias, sem água e comida, por falta de combustível na embarcação na qual tentavam chegar ao Chipre.

A missão UNIFIL foi criada pela Organização das Nações Unidas em 1978 e, atualmente, conta com a participação de outros 34 países, com cerca de 12 mil militares e policiais, além de funcionários civis. A participação brasileira na operação foi autorizada em 29 de setembro de 2011, pelo Congresso Nacional, com o envio de um navio da Marinha do Brasil para integrar a Força-Tarefa Marítima da UNIFIL e contribuir para a garantia da paz e da segurança no sul do Líbano.

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