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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
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Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

França criará força espacial seguindo os passos dos EUA?

A ideia de Donald Trump de criar forças espaciais foi apoiada pela ministra da Defesa da França, Florence Parly, que propôs ao presidente francês, Emmanuel Macron, criar uma força semelhante na França. O chefe da agência espacial francesa CNES (Centro Nacional de Estudos Espaciais), Jean-Yves Le Gall, comenta a situação.


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No dia 7 de setembro, durante a visita no Centro de Pesquisas Espaciais em Toulouse, a ministra da Defesa da França, Florence Parly, lembrou a "atividade suspeita de um satélite russo perto de um satélite de telecomunicações europeu", se manifestou pelo reforço do papel do Comando Espacial das Forças Armadas francesas (CIE), criado em 2010, e propôs criar uma força espacial.


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Florence Parly | Reprodução

Na coletiva de imprensa da agência espacial francesa CNES o correspondente da Sputnik França interrogou o chefe da agência, Jean-Yves Le Gall, sobre esta iniciativa. O responsável recordou que o CNES já participa da criação de satélites militares.

O chefe da agência espacial francesa afirmou que o plano sobre a defesa espacial foi enviado ao presidente francês e não ao chefe da CNES. "Agora a maioria dos satélites militares em órbita conta com a participação da CNES. Nós esperamos as decisões a serem tomadas", comentou Jean-Yves Le Gall.

A agência tem funções duplas, civis e militares, estando ao serviço do Ministério da Defesa e exercendo igualmente funções civis, tais como a ajuda humanitária e previsão de calamidades naturais, segundo o representante da agência.

Jean-Yves Le Gall opina que o objetivo anunciado por Florence Parly em Toulouse consiste na renovação de satélites de observação e comunicação, modernização da observação com o uso de radiolocalização e desenvolvimento de armas contra satélites.

Quanto à necessidade de revisão do tratado da ONU que limita a atividade militar no espaço, Jean-Yves Le Gall ressaltou a CNES está cooperando com a ONU e que, possivelmente, há razões para rever o tratado, mas, além de boas intenções, ainda não foram apresentadas nenhumas iniciativas concretas.

"Quero assinalar que, se a França apenas tem a intenção de acelerar o desenvolvimento das forças espaciais, muitos países, tais como a China, a Rússia ou o Japão, já estão lançando muito mais satélites militares do que a Europa", declarou ele.

Os investimentos estatais franceses na esfera espacial aumentarão em 2019 em cerca de 14% e serão de 1,9 bilhões de euro (R$ 8 bilhões). Segundo as alterações da lei sobre o planejamento militar para 2019-2025, o orçamento será de 3,6 bilhões de euro (R$ 15,3 bilhões), o que, segundo Jean-Yves Le Gall, apenas confirma que a esfera espacial adquire uma importância prioritária.

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