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Marinha do Brasil prevê inaugurar estação na Antártica em 2020, oito anos após incêndio

Obra é executada por uma empresa chinesa e, segundo a Marinha, se aproxima do final. Incêndio em 2012 destruiu estação, e dois militares morreram.
Por Guilherme Mazui | G1 — Brasília

Passados sete anos desde o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, a Marinha prevê inaugurar a nova estação em março de 2020.

Executada pela empresa chinesa Ceiec, a obra se aproxima do final, segundo a Marinha, que prevê concluir as obras civis e a instalação de máquinas e mobiliário até 31 de março, iniciando um período de testes do complexo científico até março de 2020. Após os testes, a estação poderá receber militares e pesquisadores.

"A previsão de inauguração é março de 2020, quando os pesquisadores e o Grupo-Base [de militares] deverão ocupar em definitivo as instalações da nova Estação Antártica Comandante Ferraz", informou a Marinha ao G1.

Com investimento de US$ 99,6 milhões, o complexo receberá profissionais que atuam no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criad…

França e Alemanha prometem defender um ao outro em novo tratado na Europa

Um novo tratado assinado pela França e pela Alemanha nesta terça-feira reitera seu compromisso de apoiar uns aos outros, o que eles fizeram como membros da OTAN. A chanceler alemã Angela Merkel também apoiou a criação de um exército europeu conjunto.


Sputnik

"O quarto artigo do tratado diz que nós, Alemanha e França, somos obrigados a apoiar e ajudar uns aos outros, inclusive por meio de força militar, em caso de um ataque à nossa soberania", disse Merkel enquanto ela e o presidente francês Emmanuel Macron se preparavam para assinar o novo documento.


Angela Merkel e Emmanuel Macron
Angela Merkel e Emmanuel Macron © AP Photo / Michael Sohn

Na terça-feira, os dois líderes chegaram a Aachen, uma cidade fronteiriça historicamente famosa como a sede do poder de Carlos Magno, governante da Europa Ocidental do século IX e fundador do Sacro Império Romano-Germânico, que se estendia por uma grande parte do continente europeu.

A data também é simbólica, chegando exatamente 56 anos depois que seus antecessores, Charles de Gaulle e Konrad Adenauer, assinaram o Tratado do Eliseu, que reconciliava as duas nações que se viram em lados opostos em muitas guerras.

Falando a jornalistas, Merkel endossou a ideia defendida por Macron de criar um exército europeu conjunto.

"Demos passos importantes no campo da cooperação militar, isso é bom e amplamente apoiado nesta casa. Mas eu também tenho que dizer, vendo os desenvolvimentos dos últimos anos, que temos que trabalhar em uma visão para estabelecer um verdadeiro exército europeu um dia", declarou.

A líder alemã acrescentou que o exército não seria uma contrapartida à OTAN, a aliança militar liderada pelos EUA baseada no mesmo princípio de defesa militar mútua. Pelo contrário, complementaria, ela assegurou.

O novo Tratado de Aachen declara a intenção da França e da Alemanha de cooperar em várias outras áreas, incluindo política externa, economia, transportes e questões humanitárias. As declarações, no entanto, carecem de detalhes sobre como isso será feito.

Entre as etapas específicas delineadas, está a promessa de realizar consultas antes de grandes eventos europeus e chegar a acordo sobre declarações conjuntas — que a França e a Alemanha já fazem muito. A França, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, também promete ajudar a Alemanha a obter o mesmo status.

O aspecto militar da cooperação está especialmente em questão. A França, na última década, mostrou-se bastante preparada para usar a força em nações estrangeiras, incluindo a entrada no Reino Unido na destruição da Líbia pela OTAN em 2011, e o envio de tropas para o Mali. A Alemanha, por sua vez, é, por razões históricas, alérgica a desdobramentos estrangeiros, o que só é feito com a pesada supervisão parlamentar. Conciliar as duas posições pode ser um ato desafiador de equilíbrio.

O engajamento franco-alemão também é visto com ceticismo em algumas outras nações europeias, que não vêem a agenda da globalização, promovida por Berlim e Paris, como boa para seus interesses nacionais.

Na semana passada, o vice-primeiro ministro da Itália, Matteo Salvini, atacou os dois países da Europa Ocidental, dizendo que seu país busca unir forças com a Polônia para mudar a União Europeia (UE) de uma maneira mais favorável aos seus governos nacionalistas. Salvini é um líder das forças de direita na Europa, tentando se mostrar forte antes das próximas eleições do Parlamento Europeu em maio.

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