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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Frota chinesa de 650 navios é um grande pesadelo para Marinha dos EUA, segundo mídia

Subestimada por muitos, a frota chinesa conta com um número surpreendente de embarcações, o que deveria obrigar os EUA a reconsiderar sua estratégia marítima no Pacífico.


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Segundo a inteligência naval dos EUA, a Marinha do Exército Popular de Libertação possuirá entre 313 e 342 navios militares até 2020.


Navio da Marinha chinesa Qiandaohu e fragata Yiyang
Navios da Marinha da China © AFP 2018 / Adam Warzawa

"As forças armadas da China compreendem três grandes organizações, cada uma com uma subcomponente marítima que já é a maior do mundo desse tipo pelo seu número de navios", escreveu o professor do Colégio Naval dos EUA, Andrew Erickson.

Além da Marinha do Exército Popular de Libertação, as organizações marítimas de Pequim contam com a Guarda Costeira chinesa e a Milícia Naval das Forças Armadas Populares, segundo a revista The National Interest.

Dessa maneira, Pequim conta com suas enormes segunda e terceira forças navais em operações na chamada zona cinzenta para reforçar suas pretensões de soberania disputadas nos mares adjacentes, Amarelo, do Leste e do Sul da China, ressalta Erickson.

Além disso, a segunda força naval da China, a Guarda Costeira, é a maior do mundo, com mais embarcações que todos os países ao seu redor juntos. Ou seja, a Guarda Costeira possui 225 navios de mais de 500 toneladas capazes de operar em alto mar e outros 1.050 confinados às águas mais próximas, totalizando 1.275.

As novas embarcações da Guarda Costeira são muito mais sofisticadas do que os navios que elas substituem. Com isso a China já substituiu seus grandes navios de patrulha antigos e menos capazes, segundo Erickson.

Já a Milícia Naval da China também cresceu e se modernizou, além de ter estado a desenvolvê-la contando com mais unidades profissionais, militarizadas, bem remuneradas, incluindo recrutas, tripulando 84 grandes navios.

Todas as forças chinesas combinadas contam com aproximadamente 650 grandes navios com capacidades militares, modernos e com pessoal bem preparado.

Apesar de os EUA possuírem um número de embarcações semelhante ao da China, Erickson explica que os números são significativamente importantes quando há uma constante presença e influência nos mares de vital importância, algo que a China consegue realizar, ressaltando ainda que até mesmo o navio mais avançado não pode estar em mais de um lugar simultaneamente, que é o caso dos EUA.

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