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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

General americano: EUA não têm como responder às armas hipersônicas russas e chinesas

Os sistemas hipersônicos desenvolvidos pela Rússia e China representam um perigo real para os EUA, escreve o major-general aposentado Howard Thompson em seu artigo publicado no The Hill.


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Ele enfatiza que Washington precisa criar urgentemente um novo sistema de defesa antimíssil confiável contra essas armas.


A velocidade máxima do míssil Avangard, dotado de um corpo de titânio resistente às altas temperaturas, supera 20 vezes a velocidade do som
Lançamento do míssil russo Avangard © Sputnik / Ministério da Defesa da Federação da Rússia

Segundo Thompson, a Rússia e a China estão na vanguarda do desenvolvimento de armas hipersônicas e, por isso, já têm uma ampla vantagem. Ele argumenta que Washington está muito atrás de Moscou e Pequim nessa área. O míssil hipersônico russo Avangard, cuja velocidade chegaria a Mach 27, passou por um teste bem-sucedido em dezembro e, segundo as autoridades, o sistema está em linha de produção e poderá entrar em serviço em breve.

Os chineses são ainda mais enérgicos em sua busca de armas hipersônicas. Segundo o Pentágono, no ano passado a China realizou mais testes nessa área do que os EUA nos últimos dez anos, tendo atingido a prontidão inicial de seus sistemas, observa o general.

"Por sua vez, os Estados Unidos atualmente não possuem essas capacidades. A dura realidade é que nossos atuais sistemas de defesa antimíssil, assim como nossa mentalidade operacional, são simplesmente incapazes de resistir a essa ameaça", elucida Thompson.

Em sua opinião, muitos no Congresso não entendem que o sistema hipersônico foi criado especificamente para aproveitar as brechas do sistema antimíssil norte-americano. Enquanto a rota dos mísseis balísticos é previsível, a deslocação do Avangard, dada a sua maior manobrabilidade, é impossível de prever. Como resultado, tais sistemas norte-americanos como Patriot e THAAD tornam-se ineficazes, explica o general.

Thompson ressalta que os alvos potenciais podem ser não apenas as instalações militares no território dos EUA, mas também seus grupos aeronavais em mar aberto. Ele acrescenta que é necessário criar do zero uma "família de sistemas" extremamente poderosa sem cometer nenhum erro, levando em consideração a gravidade da ameaça.

"A China e a Rússia nos convenceram de que depender de soluções temporárias e criar um sistema de defesa antimíssil da maneira que sempre fizemos – por etapas e/ou de forma isolada – não é mais aceitável", conclui Thompson.

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