Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Governo não quer interromper negociação Embraer/Boeing, mas estuda termos de acordo, diz GSI

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva Augusto Heleno, afirmou nesta segunda-feira que o governo do presidente Jair Bolsonaro não está pensando em interromper a negociação do acordo de aliança da Embraer com a Boeing.


Por Ricardo Brito | Reuters

BRASÍLIA (Reuters) – Porém, ele afirmou que o governo está “estudando” os termos do acordo acertado no final do ano passado entre as empresas. Segundo Heleno, o governo, que detém direito de veto sobre questões estratégicas da Embraer, quer um acordo que seja “o melhor possível para o país”.



“Não, não está se pensando em interromper essa negociação não”, disse Heleno, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto após a solenidade de posse de novos presidentes do Banco do Brasil, Caixa e BNDES.

A Embraer aceitou vender 80 por cento de sua divisão de aviação comercial, a principal da empresa, para a formação de uma joint-venture com a Boeing, em um acordo anunciado em 17 de dezembro. Um dispositivo do acordo permite que a Embraer possa mais adiante vender os 20 por cento restantes à Boeing.

Questionado sobre a possibilidade de venda do restante da área, Heleno afirmou que “hoje mesmo foi colocada a necessidade de se estudar se essa forma é a ideal ou se vamos pleitear outro tipo de sugestão”, afirmou.

Na sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que é favorável à aliança entre as empresas, mas que tinha preocupações sobre o futuro da companhia brasileira nos próximos anos. O comentário gerou um forte movimento de realização de lucro nas ações da fabricante nacional.

Em evento junto a representantes da Aeronáutica, na Base Aérea de Brasília, Bolsonaro disse na ocasião que “seria muito boa essa fusão… mas é uma preocupação nossa daqui cinco anos tudo ser repassado para o outro lado. É um patrimônio nosso”.

As ações da Embraer exibiam queda de 0,9 por cento às 12h56, cotadas a 20,61 reais. No mesmo horário, o Ibovespa mostrava oscilação negativa de 0,03 por cento. Na sexta-feira, o papel fechou em baixa de cerca de 5 por cento, pior desempenho do índice na sessão.

O acordo, que aguarda há meses aprovação do governo e já elevou o valor da divisão comercial da Embraer de 4,75 bilhões para 5,26 bilhões de dólares, não envolve os negócios da empresa brasileira nas áreas de aviação executiva ou de defesa.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas