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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Israel arruína plantações palestinas com uso de pesticidas em Gaza, denuncia ONG

Grupos de direitos humanos pediram a Israel que pare de pulverizar herbicidas ao longo da fronteira de Gaza - uma prática que é a culpada por destruir plantações palestinas e causar problemas de saúde.


Sputnik

Apelidada de "guerra agrícola" pelos críticos, as autoridades israelenses insistem que eles só pulverizam culturas israelenses com herbicidas, mas os agricultores palestinos contestam essa afirmação.


Fumo de míssil lançado pelo Israel à Faixa de Gaza em represália ao ataque proveniente do enclave palestino, 5 de outubro de 2016
© REUTERS / AMIR COHEN

Outros indícios sugeriram que os ventos carregam os químicos perigosos, incluindo o glifosato (que foi proibido em muitos países devido ao receio de que cause câncer), através da fronteira de Gaza em território palestino.

O último caso de "guerra agrícola" teria ocorrido em dezembro do ano passado.

Ahmed Badawi, agricultor palestino, revelou que suas colheitas foram repetidamente contaminadas e arruinadas pelas pulverizações de herbicidas não solicitadas.

"Não sabemos o que fazer. É a mesma coisa de novo e de novo, todo ano", disse ele em entrevista à RT. "Sua pulverização destrói todas as plantas nas proximidades e não deixa nada para nós colhermos ao longo da fronteira. Também envenena as pessoas e as deixa doentes".

Badawi argumentou que não recebeu nenhum alívio do governo israelense. Em contraste, há casos em que os agricultores israelenses afetados pela pulverização foram compensados por suas perdas, informou Samir Zaqout, do Centro de Direitos Humanos Al Mezan.

"É isso que estamos pedindo aos agricultores palestinos em ambos os lados da fronteira. Eles devem ser tratados igualmente", acrescentou.

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