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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Jordânia recusa controlar base americana após saída dos EUA da Síria, diz chanceler

O chanceler jordaniano Ayman Safadi disse que seu país não assumirá ou monitorará a base militar americana de Al-Tanf, localizada na fronteira entre a Síria e a Jordânia, pelo fato da instalação estar fora do território jordaniano.


Sputnik

"Não, a área de Al-Tanf pertence à Síria", respondeu Safadi em entrevista à Sputnik, quando perguntado se era possível que a base fosse entregue à Jordânia após a retirada das tropas americanas.


Membros das Forças Especiais dos EUA realizando treinamento durante operações contra grupo Daesh no sul da Síria
CC0 / Staff Sgt. Jacob Connor / 5th Special Forces Group (Airborne)

O ministro das Relações Exteriores da Jordânia destacou que seu país espera que os Estados realizem conversações trilaterais a fim de tomar as medidas necessárias para garantir a segurança na área.

"A Jordânia protegerá suas fronteiras, mas não atravessará o território sírio. O que esperamos é ter novamente uma conversa trilateral que estabeleça acordos que garantam a segurança do outro lado da fronteira", acrescentou o ministro.

Quando perguntado se a Jordânia poderia ser convidada a monitorar a base militar após a saída das tropas dos EUA, Safadi também negou.

"Al-Tanf está do outro lado da fronteira jordaniana. Como eu disse, a Jordânia não vai atravessar sua fronteira. Tomaremos todas as medidas para proteger nossa segurança. Eliminaremos qualquer ameaça à nossa segurança. Mas os acordos sobre o outro lado da fronteira após a saída [dos EUA] terão que ser negociados por todas as partes, e eles têm que garantir a segurança na área", acrescentou.

Já em relação ao campo de refugiados de Rukban, localizado na fronteira sírio-jordaniana, a Jordânia espera que o comboio humanitário da ONU chegue ao acampamento e que as negociações sobre seu desmantelamento com os EUA e a Rússia continuem, para que o as pessoas deslocadas da área possam retornar para suas casas.

Além disso, o ministro também afirma que o campo de refugiados "é uma ameaça à segurança nacional da Jordânia. As operações terroristas que foram planejadas em Rukban e executadas fora do campo mataram soldados jordanianos no passado".

Quanto às relações sírio-jordanianas, Safadi acredita que a nomeação de um encarregado de negócios para a missão diplomática da Jordânia em Damasco é um passo em linha com os esforços do país para pôr fim à crise síria.

"Sempre dissemos que deve haver um papel árabe nos esforços para trazer uma solução política para a crise [síria]. Ter um chefe de missão adjunto em Damasco é consistente com esta posição. Queremos que a crise na Síria termine e continuaremos a fazer tudo o que pudermos para ajudar a alcançar isso. Acabar com a crise é do interesse de todos", disse o chanceler.

Safadi também observou que Amã nunca fechou sua missão diplomática na capital síria apesar do conflito, mas teve que fechar temporariamente a fronteira com a Síria, apenas quando Damasco perdeu o controle sobre ela.

No dia 22 de janeiro, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Jordânia anunciou que Amã havia nomeado um diplomata para sua embaixada em Damasco, capital onde a Jordânia não tinha embaixador desde 2012. Ambos os países, no entanto, mantiveram suas missões diplomáticas abertas durante toda a guerra.

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