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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
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Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Leviatãs da Guerra Fria: National Interest realça capacidades do submarino nuclear russo Akula

Os submarinos russos da classe Akula (Tubarão) poderiam devastar até duzentos alvos com ogivas seis vezes mais poderosas do que aquelas que explodiram sobre Hiroshima, escreve a revista norte-americana The National Interest.


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Segundo o autor da publicação, esses submersíveis de guerra, também denominados de Projeto 941, foram projetados para constituir a base das forças navais de dissuasão nuclear da União Soviética. Após o surgimento dos submarinos de mísseis balísticos da classe Ohio dos EUA, a União Soviética decidiu que precisava de um navio de guerra próprio para responder à iminente ameaça: assim nasceu o Akula.


Submarino nuclear do projeto 941 Akula
Submarino nuclear do Projeto 941 Akula | CC0 / Wikipedia

Esses leviatãs da Guerra Fria foram desenvolvidos com um casco reforçado capaz de romper o gelo polar, uma grande reserva de flutuabilidade e um par de hélices blindadas para protegê-los de colisões com as espessas camadas de gelo, aponta a revista.

A edição também ressalta que outra conquista foi a elaboração do R-39 Rif, um míssil balístico intercontinental com 84 toneladas e um alcance de 8,3 mil km, suficiente para atacar qualquer ponto dos EUA a partir dos bastiões do Ártico.

Como a corrida armamentista da Guerra Fria foi acima de tudo uma competição e a contagem de ogivas era importante, isso fez com que os submarinos soviéticos aumentassem suas capacidades, sendo capaz de transportar um total de 200 ogivas — mais 8 que a classe Ohio, diz o autor do artigo.

A classe Akula tinha 171 metros de comprimento, apenas cerca de um metro a mais que os seus equivalentes americanos.

Enquanto os navios de guerra Ohio tinham uma largura de 12,8 metros, os Akulas atingiam uma incrível largura de 22 metros. O resultado, destaca a publicação, era um submarino com 48 mil toneladas — o dobro do deslocamento submerso do submarino americano.

Após o colapso da Guerra Fria, a Marinha russa herdou seis submarinos Akula. Hoje, apenas um, o Dmitriy Donskoy, ainda está em serviço, tendo servido como submarino de ensaio para o desenvolvimento do novo míssil Bulava 3N14.

O colunista recorda que a existência desses submarinos soviéticos não teria sido conhecida se não fosse pelo romance "A Caçada ao Outubro Vermelho", escrito por Tom Clancy, uma história sobre um submarino fictício da classe Akula modificado, o Outubro Vermelho, que, segundo o romance, era equipado com uma unidade de propulsão a jato capaz de destruir Washington.

Trinta e dois anos após a publicação do romance, os motores a jato são hoje um dos pilares dos submarinos em todo o mundo, sendo usados por todas as classes destes navios. Os submarinos russos da classe Borei, o primeiro projeto real pós-Guerra Fria e, em muitos aspectos, o sucessor da classe Akula, também usam essa tecnologia, finaliza a edição.

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