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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Lista de equipamentos oferecidos pelos EUA ao Brasil inclui caças

O jornalista Roberto Lopes noticiou no Forças Terrestres que, no fim de 2018, Washington enviou uma correspondência com uma lista de material militar usado disponível para o Ministério da Defesa do Brasil.


Poder Aéreo

Os diferentes itens dessa relação são, tecnicamente, considerados “excedentes” das Forças Armadas dos Estados Unidos, e podem ser adquiridos, via Foreign Military Sales (FMS), a preços facilitados, por nações consideradas “amigas” dos EUA (e, em alguns casos, também por doação pura e simples).

Caças F-16 armazenados no AMARG

A lista incluiria fragatas da classe Oliver Perry, helicópteros Black Hawk, Cobra, veículos utilitários, tanques M1 Abrams e também caças supersônicos, segundo uma fonte.

A Força Aérea dos EUA retirou de serviço no ano de 2010, 135 caças F-15C/D Eagle e 112 F-16C Fighting Falcon. Os aviões foram armazenados no AMARG (Aerospace Maintenance and Regeneration Group), na Davis-Monthan AFB, no deserto do Arizona, juntamente com aeronaves mais antigas.

Em 2013, antes da definição do vencedor do Programa FX-2, noticiamos que um grupo de militares do Comando da Aeronáutica planejava visitar os Estados Unidos para avaliar células estocadas de F-16 no deserto do Arizona. O objetivo era selecionar algumas destas células usadas para equipar a FAB em função da aposentadoria dos Mirage 2000 e de parte da frota de F-5 e A-1.

O número de caças seria superior à quantidade necessária para a formação de um esquadrão (12 aviões), podendo chegar a dois esquadrões. A busca seria por modelos das versões C/D Block 40/42. Seriam aeronaves construídas na época da Guerra do Golfo (1990/1991) e, portanto, células com mais de 20 anos.

Entretanto, depois que o Gripen NG foi selecionado para o Programa F-X2 da FAB, a compra de caças usados da USAF perdeu o sentido, já que as primeiras unidades do Gripen E deverão ser entregues a partir de 2021.

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