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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Lista de equipamentos oferecidos pelos EUA ao Brasil inclui caças

O jornalista Roberto Lopes noticiou no Forças Terrestres que, no fim de 2018, Washington enviou uma correspondência com uma lista de material militar usado disponível para o Ministério da Defesa do Brasil.


Poder Aéreo

Os diferentes itens dessa relação são, tecnicamente, considerados “excedentes” das Forças Armadas dos Estados Unidos, e podem ser adquiridos, via Foreign Military Sales (FMS), a preços facilitados, por nações consideradas “amigas” dos EUA (e, em alguns casos, também por doação pura e simples).

Caças F-16 armazenados no AMARG

A lista incluiria fragatas da classe Oliver Perry, helicópteros Black Hawk, Cobra, veículos utilitários, tanques M1 Abrams e também caças supersônicos, segundo uma fonte.

A Força Aérea dos EUA retirou de serviço no ano de 2010, 135 caças F-15C/D Eagle e 112 F-16C Fighting Falcon. Os aviões foram armazenados no AMARG (Aerospace Maintenance and Regeneration Group), na Davis-Monthan AFB, no deserto do Arizona, juntamente com aeronaves mais antigas.

Em 2013, antes da definição do vencedor do Programa FX-2, noticiamos que um grupo de militares do Comando da Aeronáutica planejava visitar os Estados Unidos para avaliar células estocadas de F-16 no deserto do Arizona. O objetivo era selecionar algumas destas células usadas para equipar a FAB em função da aposentadoria dos Mirage 2000 e de parte da frota de F-5 e A-1.

O número de caças seria superior à quantidade necessária para a formação de um esquadrão (12 aviões), podendo chegar a dois esquadrões. A busca seria por modelos das versões C/D Block 40/42. Seriam aeronaves construídas na época da Guerra do Golfo (1990/1991) e, portanto, células com mais de 20 anos.

Entretanto, depois que o Gripen NG foi selecionado para o Programa F-X2 da FAB, a compra de caças usados da USAF perdeu o sentido, já que as primeiras unidades do Gripen E deverão ser entregues a partir de 2021.

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