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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Luta pelo exército: o que Guaidó pode prometer aos militares venezuelanos?

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela, declarou que as próximas horas serão cruciais para definir o futuro da Venezuela. O analista russo Yuri Svetov comenta essa situação.


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Em 24 de janeiro, Juan Guaidó pediu aos venezuelanos seu apoio na véspera de mais ações contra o atual presidente Nicolás Maduro, declarando que "as próximas horas são cruciais". O analista de assuntos políticos Yuri Svetov explicou, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o que pode significar esse apelo.


Militares venezuelanos (imagem referencial)
Militares venezuelanos © Sputnik / Sergei Mamontov

Segundo o analista, as palavras de Guaidó significam que as partes do conflito se estão envolvendo em uma luta pelo exército, pelos militares.

"O exército mantém uma posição neutra e estão sendo realizadas, provavelmente, negociações com os chefes militares das Forças Armadas. Se [a oposição] receber seu apoio, a época de Maduro chegará ao fim", revelou Svetov, sublinhando que, embora o ministro da Defesa apoie Maduro, possivelmente nem todos os militares estão de acordo com essa decisão.

"Recordemos a tentativa de atentado com drones contra Maduro, a espécie de revolta em 2017 – eles têm opinião diferente em relação a Maduro. Não há um diálogo dentro do país", explicou ele.

O analista lembrou a situação no Chile, quando o então presidente Salvador Allende nomeou Augusto Pinochet como seu ministro da Defesa, mas depois as Forças Armadas derrubaram Allende.

"Infelizmente, tais situações são relativamente comuns na América Latina e isso poderia acontecer [na Venezuela] também desta vez. A oposição espera que isso aconteça. Há apenas uma única saída dessa situação venezuelana: uma solução pacifica", revelou o analista.

Segundo Svetov, a Venezuela precisa de diálogo. "Entretanto, quando o presidente não reconhece o parlamento eleito e o parlamento, por sua vez, não reconhece o presidente, declarando que foi eleito ilegalmente, sejam quais forem as forças externas, o problema deveria ser resolvido dentro do país", sublinhou ele.

Segundo o analista, a tarefa principal dos atores externos deveria ser obrigar as partes do conflito ao diálogo.

Quanto às possíveis promessas de Guaidó aos militares, ele poderia prometer que sem Maduro o país poderia entrar de novo no caminho da prosperidade e que a situação econômica iria melhorar porque, tendo em consideração a situação atual (inflação enorme e falta de mercadorias básicas), as famílias dos militares também são afetadas pela crise atual.

Em 23 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino da Venezuela. Os EUA e uma série de outros países, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela. O atual líder venezuelano, Nicolás Maduro, afirma ser o chefe de Estado constitucional e chamou Guiadó de "marionete dos EUA".

Os EUA, Brasil, Canadá, Argentina, Peru, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Chile e Geórgia reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela. A Rússia, China, Cuba, México, Bolívia, Nicarágua, Turquia e Irã apoiam a permanência de Maduro.

Moscou declarou que seu posicionamento sobre o reconhecimento de Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela não mudaria, assinalando que a postura dos países ocidentais mostra a forma como eles encaram o direito internacional, a soberania e a não interferência nos assuntos internos dos outros países.

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