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Marinha do Brasil prevê inaugurar estação na Antártica em 2020, oito anos após incêndio

Obra é executada por uma empresa chinesa e, segundo a Marinha, se aproxima do final. Incêndio em 2012 destruiu estação, e dois militares morreram.
Por Guilherme Mazui | G1 — Brasília

Passados sete anos desde o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, a Marinha prevê inaugurar a nova estação em março de 2020.

Executada pela empresa chinesa Ceiec, a obra se aproxima do final, segundo a Marinha, que prevê concluir as obras civis e a instalação de máquinas e mobiliário até 31 de março, iniciando um período de testes do complexo científico até março de 2020. Após os testes, a estação poderá receber militares e pesquisadores.

"A previsão de inauguração é março de 2020, quando os pesquisadores e o Grupo-Base [de militares] deverão ocupar em definitivo as instalações da nova Estação Antártica Comandante Ferraz", informou a Marinha ao G1.

Com investimento de US$ 99,6 milhões, o complexo receberá profissionais que atuam no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criad…

Maduro abre porta para diálogo com Trump: 'seremos obrigados a nos entender'

'Tomara que haja a oportunidade de um diálogo franco, direto, cara a cara', disse Maduro em entrevista. Presidente assumiu segundo mandato, não reconhecido pela oposição e por vários países.


France Presse

Em mensagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o venezuelano Nicolás Maduro disse que seu governo é composto por "gente com quem se pode falar e negociar" e que espera uma oportunidade de "diálogo franco, direto, cara a cara".

Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, em Caracas — Foto: Marco Bello/ Reuters
Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, em Caracas — Foto: Marco Bello/ Reuters

As declarações foram feitas em uma entrevista que Maduro concedeu à jornalista María Elvira Salazar e divulgada pela Univisión, rede de televisão hispânica nos EUA.

"Sei que somos pessoas muito diferentes, presidente Trump. Somos países diferentes, mas estamos no mesmo hemisfério (...) e, cedo ou tarde, seremos obrigados a falar, a nos entender", disse Maduro, em um trecho da entrevista divulgado na noite desta quinta.

"Tomara que haja a oportunidade de um diálogo franco, direto, cara a cara, para que você veja que não é o que dizem a você nos informes, que nós somos de verdade e somos gente com quem se pode falar, negociar, entender e concordar. Essa seria a mensagem que eu gostaria de transmitir ao presidente Donald Trump", acrescentou.

Maduro frequentemente acusa os EUA de conspirar para derrubá-lo. Em 10 de janeiro, o presidente venezuelano assumiu um segundo mandato de seis anos, não reconhecido pela oposição e por vários países.

Nos últimos dias, em diferentes oportunidades, Washington deu seu "firme apoio" à Assembleia Nacional da Venezuela, de maioria opositora mas que em 2017 perdeu seus poderes legislativos para a Assemblea Constituinte, de maioria chavista. A Assembleia Nacional é considerada pelos EUA "único corpo democrático legítimo" na Venezuela, nas palavras do vice-presidente Mike Pence.

"Tenho uma visão de que você herdou erros das administrações anteriores, incluindo o governo Obama, erros na política externa para a América Latina, e que há uma ideologização da política externa americana contra a Venezuela", acrescentou Maduro na entrevista.

"Podemos falar de todos esses temas", continuou. Ao ser questionado pela jornalista se convidaria o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, para que vá à Venezuela, afirmou: "Quando quiser vir, Mike Pompeo, te recebo com a mão respeitosa".

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