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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Maduro abre porta para diálogo com Trump: 'seremos obrigados a nos entender'

'Tomara que haja a oportunidade de um diálogo franco, direto, cara a cara', disse Maduro em entrevista. Presidente assumiu segundo mandato, não reconhecido pela oposição e por vários países.


France Presse

Em mensagem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o venezuelano Nicolás Maduro disse que seu governo é composto por "gente com quem se pode falar e negociar" e que espera uma oportunidade de "diálogo franco, direto, cara a cara".

Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, em Caracas — Foto: Marco Bello/ Reuters
Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, em Caracas — Foto: Marco Bello/ Reuters

As declarações foram feitas em uma entrevista que Maduro concedeu à jornalista María Elvira Salazar e divulgada pela Univisión, rede de televisão hispânica nos EUA.

"Sei que somos pessoas muito diferentes, presidente Trump. Somos países diferentes, mas estamos no mesmo hemisfério (...) e, cedo ou tarde, seremos obrigados a falar, a nos entender", disse Maduro, em um trecho da entrevista divulgado na noite desta quinta.

"Tomara que haja a oportunidade de um diálogo franco, direto, cara a cara, para que você veja que não é o que dizem a você nos informes, que nós somos de verdade e somos gente com quem se pode falar, negociar, entender e concordar. Essa seria a mensagem que eu gostaria de transmitir ao presidente Donald Trump", acrescentou.

Maduro frequentemente acusa os EUA de conspirar para derrubá-lo. Em 10 de janeiro, o presidente venezuelano assumiu um segundo mandato de seis anos, não reconhecido pela oposição e por vários países.

Nos últimos dias, em diferentes oportunidades, Washington deu seu "firme apoio" à Assembleia Nacional da Venezuela, de maioria opositora mas que em 2017 perdeu seus poderes legislativos para a Assemblea Constituinte, de maioria chavista. A Assembleia Nacional é considerada pelos EUA "único corpo democrático legítimo" na Venezuela, nas palavras do vice-presidente Mike Pence.

"Tenho uma visão de que você herdou erros das administrações anteriores, incluindo o governo Obama, erros na política externa para a América Latina, e que há uma ideologização da política externa americana contra a Venezuela", acrescentou Maduro na entrevista.

"Podemos falar de todos esses temas", continuou. Ao ser questionado pela jornalista se convidaria o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, para que vá à Venezuela, afirmou: "Quando quiser vir, Mike Pompeo, te recebo com a mão respeitosa".

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