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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Maduro apela à UE para revogar ultimato sobre anúncio de novas eleições em 8 dias

Em uma entrevista ao canal CNN Turk, o presidente da Venezuela Nicolás Maduro comentou o ultimato dos países europeus sobre o anúncio de novas eleições no país e declarou que está aberto ao diálogo.


Sputnik

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apelou aos países da UE para revogarem o ultimato ao seu governo instando-o a convocar novas eleições em oito dias.


Nicolás Maduro, presidente de Venezuela
Nicolás Maduro © REUTERS / Marco Bello

"A Europa comete mais uma vez um erro em relação à Venezuela. Eles ignoram nossa história, apesar dos 200 anos da nossa liberdade. Estamos orgulhosos de nossa soberania, temos o sangue dos nossos libertadores. Eles [países europeus] devem renunciar a seu ultimato, ninguém se pode atrever a fazer-nos ultimatos", declarou Maduro em uma entrevista ao canal CNN Turk.

Ele acrescentou que está aberto a um diálogo com a oposição, mas ao mesmo tempo acusou o autoproclamado "presidente interino" da Venezuela, Juan Guaidó, de violar a constituição venezuelana.

O presidente venezuelano declarou que o presidente americano, Donald Trump, subestima a Venezuela, a América Latina e o resto do mundo.

"Ele [Trump] não é um líder que é capaz de lidar com dificuldades. Estou certo que eles nos subestima. Falando francamente, ele subestima também a América Latina e todo o mundo. É essa a sua ideologia – ele subestima todos", afirmou Maduro. Além disso, ele afirmou que seu encontro com o presidente estadunidense não é provável, mas é possível.

Em 26 de janeiro a Holanda declarou, após o Reino Unido, Alemanha, França e Espanha, a intenção de reconhecer Guaidó como presidente interino venezuelano se as eleições não forem anunciadas em oito dias.

Em 23 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino da Venezuela. Os EUA e uma série de outros países, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela.

Os EUA, Brasil, Canadá, Argentina, Peru, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Chile, Albânia, Geórgia e vários outros países reconheceram Guaidó como presidente da Venezuela. A Rússia, China, Cuba, México, Bolívia, Nicarágua, Turquia e Irã apoiam a permanência de Maduro.

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