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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Militares venezuelanos exilados declaram lealdade à Assembleia Nacional

Grupo de militares exilados no Peru desconhece governo de Maduro e se coloca às ordens do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, "na condição de presidente interino do país".


Deutsch Welle

Um grupo de militares venezuelanos exilados no Peru se colocou à disposição e sob as ordens do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó. Em uma transmissão televisiva nesta quarta-feira (16/01), os militares leram uma declaração em que expressaram seu apoio à Assembleia Nacional e rejeitaram o governo de Nicolás Maduro.


Grupo de militares venezuelanos durante declaração em que refutam o governo do presidente Nicolás Maduro
Grupo de militares venezuelanos durante declaração em que refutam o governo do presidente Nicolás Maduro

Nesta terça-feira (15/01), a Assembleia Nacional da Venezuela declarou formalmente Maduro um "usurpador" da presidência, o que significa que o Poder Legislativo não reconhece o novo mandato do líder venezuelano, reeleito em 2018 em eleições amplamente contestadas. O parlamento defende a criação de um governo de transição e novas eleições o quanto antes.

"Invocando a Constituição da República Bolivariana da Venezuela, nossos mais altos valores republicanos, herdeiros da glória do libertador [Simón Bolivar], nós, soldados e componentes da Força Armada Nacional, nos dirigimos à nação e à comunidade internacional", começou a declaração dos militares.

O grupo, que tem como porta-voz o primeiro-tenente José Hidalgo Azuaje, conhecido por ter escapado da prisão militar de Ramo Verde, colocou-se às ordens do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, a que reconheceu como presidente interino do país, e incentivou outros militares da Venezuela a seguirem o exemplo.

A declaração foi encerrada com gritos de "Morte à tirania, viva a liberdade!" e um apelo ao líder oposicionista Guaidó: "Dê as ordens, meu comandante-em-chefe!".

"Fizemos um juramento à nação, não ao comandante das Forças Armadas [que na Venezuela é o presidente do país, neste caso Maduro]", explicou o Hidalgo Azuaje, em entrevista a uma emissora local. Ele estava acompanhado pelo tenente Carlos Guillén Martínez.

Hidalgo Azuaje afirmou que sua intenção era também informar o povo venezuelano de que não existe apenas uma resistência civil contra o regime de Maduro, mas também um movimento de resistência militar.

Em uma entrevista subsequente ao portal UCI Noticias, Guillén Martínez fez referência ao fato de que esta semana marcou o primeiro ano da morte de Óscar Pérez, o piloto de helicóptero que se rebelou contra Maduro.

"Estamos conscientes de quem estamos enfrentando. Não somos terroristas, como eles querem nos apresentar. Somos homens dignos, uniformizados. Temos uma razão de ser, fizemos um juramento e estamos dispostos a assumir as consequências para a libertação de nossa pátria", disse Guillém Martínez.

Os militares também incentivaram o povo venezuelano a tomar as ruas para "protestar pacificamente" contra o regime de Maduro em 23 de janeiro.

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