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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Ministra não exclui implantação de base militar russa na República Centro-Africana

Interrogada pela Sputnik, a ministra centro-africana da Defesa falou sobre a atividade do centro de formação militar de Bérengo, permanecendo evasiva quanto às perspectivas de criação de uma base russa no país, afirmando que o acordo "deve evoluir".


Sputnik

Em agosto de 2018, a Rússia e a República Centro-Africana assinaram um acordo intergovernamental de cooperação militar, na sequência do qual foi estabelecido um centro de formação em Bérengo, onde os soldados são treinados por instrutores russos a manusear armas e a dominar técnicas de combate.


Situação na República Centro-Africana (arquivo)
© AP Photo / Jerome Delay

Marie-Noëlle Koyara, a ministra da Defesa da República Centro-Africana, qualificou como "especulações" os rumores segundo os quais o centro de instrução de Bérengo tem funcionado como uma base militar russa, explicando que os instrutores russos que lá estão ajudam a treinar soldados centro-africanos.

"Quando estabelecemos Bérengo como centro de formação para os nossos militares, as pessoas já começaram a dizer que vamos fazer de Bérengo uma base militar russa. Tudo isso são especulações. As pessoas dizem, mas nós trabalhamos na base de nosso acordo e não na base de especulações", disse ela em entrevista para a Sputnik.

"Por enquanto, não tivemos que negociar isso ainda. Tudo será feito no quadro do acordo militar que assinamos. Este acordo militar é a base de todas as nossas iniciativas… aqui há coisas que devem ser feitas, mas haverá discussões entre o comandante supremo do exército que é o presidente da República com o seu homólogo… E os ministros vão implementar", indicou.

A ministra também destacou que este acordo deve "evoluir", se abstendo de comentar os detalhes do que ainda não foi iniciado no quadro deste acordo.

A situação na República Centro-Africana se agravou no início de dezembro de 2013, quando em Bangui começaram confrontos entre militantes do grupo islâmico Seleka e combatentes cristãos. Segundo a ONU, no final de julho de 2018, até um milhão de pessoas haviam sido forçadas a deixar suas casas e cerca de seis mil foram mortas.

Em agosto do ano passado, em Cartum, capital do Sudão, foi realizada uma reunião entre os maiores grupos armados da República Centro-Africana, Anti-Balaka e Seleka, onde foi decidida a criação da União Centro-Africana, uma plataforma conjunta para consultas e ações para o alcance da paz no país. A declaração também apela às autoridades do país para começarem a trabalhar na reconciliação, com a assistência da Rússia, da União Europeia, das organizações regionais e internacionais.

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