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EUA não querem competir com novas armas da Rússia, mas não descartam usar armas nucleares

Apesar de um orçamento de defesa maior do que os próximos sete países juntos, os EUA dizem que a Rússia está avançando em uma nova corrida armamentista, e o Pentágono não tem escolha a não ser confiar em sua dissuasão nuclear. Mas quão sinceros eles estão sendo?
Sputnik

"São precisos dois para competir", afirmou nesta semana David Trachtenberg, vice-subsecretário de Defesa dos EUA, acrescentando que os EUA "não estão interessados em equiparar o sistema russo ao sistema".

Ele também observou que "os russos estão desenvolvendo uma incrível quantidade de novos sistemas de armas nucleares" e geralmente "estão fazendo uma série de coisas que simplesmente não estamos fazendo".

Falando no Brookings Institution em Washington, um importante grupo de estudos, Trachtenberg disse que a Rússia lançou recentemente um "programa de modernização militar" ao "re-escalonar e substituir completamente muitos de seus sistemas nucleares tanto no nível estra…

Moscou: EUA podem estar testando mísseis proibidos sob pretexto de defesa antimíssil

Os EUA podem estar experimentando sistemas de mísseis proibidos pelo Tratado das Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) sob o pretexto de testes dos sistemas de defesa antimíssil, informou o vice-ministro das Relações Exteriores do país, Sergei Ryabkov.


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Segundo o vice-chanceler, há 15 anos os EUA suspenderam unilateralmente o trabalho da comissão de controle especial do Tratado, declarando a relutância de continuar as discussões sobre as preocupações russas em relação à não violação do Tratado INF por Washington.


SM-6
Lançamento do míssil SM-6 | CC BY 2.0 / U.S. Pacific Fleet / 140619-N-ZZ999-901

"Naquela época se tratava da produção e testes dos primeiros modelos de drones de ataque, que são abrangidos pela definição de míssil de cruzeiro de médio alcance de baseamento terrestre pelo Tratado INF", revelou o diplomata.

"Quanto aos drones de ataque, já então era evidente que os EUA fizeram uma tentativa ilegal de excluir do Tratado o armamento que pode realizar tarefas idênticas às proibidas pelo INF", informou ele.

Além disso, segundo Ryabkov, Moscou colocou a questão da utilização pelo Pentágono dos chamados mísseis-alvo, que possuem características iguais aos mísseis balísticos terrestres de médio alcance, o que contradiz Tratado INF.

"No caso de mísseis-alvo, tínhamos e ainda temos razões para crer que, sob o pretexto dos testes antimísseis ou simultaneamente com eles, os EUA têm desenvolvido o potencial tecnológico dos mísseis balísticos de baseamento terrestre de curto e médio alcance, proibidos pelo Tratado INF", explicou o vice-chanceler.

Em 4 de dezembro o secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo declarou que os EUA vão suspender suas obrigações no Tratado INF em 2 de fevereiro se a Rússia não apresentar provas de que está cumprindo o acordo.

O Tratado INF, assinado por Washington e Moscou em 1987, não tem data de expiração e proíbe as partes de terem mísseis balísticos terrestres ou mísseis de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros.

Nos últimos tempos, Moscou e Washington têm se acusado regularmente de violar o Tratado INF. A Rússia declarou repetidas vezes que cumpre rigorosamente todas as obrigações dos termos do acordo. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que a Rússia tem sérios questionamentos a fazer em relação à implementação do Tratado pelos próprios norte-americanos. Segundo ele, as acusações dos EUA são infundadas, uma vez que o míssil 9M729 foi testado no alcance permitido pelo acordo.

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