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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Moscou: reclamações dos EUA sobre alegada violação russa do Tratado INF são infundadas

As reclamações dos EUA sobre a não observação pela Rússia do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) são incorretas e provocativas, disse o vice-chanceler russo Sergei Ryabkov.


Sputnik

Segundo o diplomata, a postura atual dos EUA em relação ao tratado é incompreensível para a Rússia. Não é claro se Washington quer pôr fim ao tratado ou pretende trabalhar para mantê-lo em conjunto com a Rússia.


Lançamento de míssil balístico intercontinental, EUA
Lançamento de míssil balístico intercontinental dos EUA © REUTERS / Lucy Nicholson

"Não entendemos o sentido da postura atual dos EUA: se os nossos colegas em Washington querem que trabalhemos para manter o tratado ou se eles, apesar de tudo, decidiram definitivamente que, depois de suspenderem o tratado – o que foi concreta e claramente anunciado por eles durante as últimas consultas [em Genebra], o vão abandonar oficialmente e completamente. Não entendemos a postura dos EUA em relação a essa questão", explicou ele à Sputnik.

Ryabkov sublinhou que a Rússia também tem pretensões em relação à não observação do Tratado INF por Washington.

Ele lembrou que as pretensões russas estão ligadas aos "conhecidos problemas com alvos de mísseis, drones, bem como com as instalações dos sistemas Aegis Ashore na Europa, onde as plataformas universais podem lançar não apenas mísseis interceptores, mas também meios de ataque de classe terra-terra, sejam mísseis de cruzeiro ou mísseis balísticos".

"Por isso colocar-nos a questão de como a Rússia planeja cumprir o tratado seria, da parte dos EUA, pelo menos incorreto e, chamando as coisas pelos seus verdadeiros nomes, provocativo", sublinhou o vice-chanceler.

Ele afirmou que as pretensões americanas quanto à não observação pela Rússia do Tratado INF são infundadas e que Washington continua apresentando aos seus parceiros informações falsas sobre a alegada violação do tratado pela Rússia.

Em 16 de janeiro o vice-secretário de Estado dos EUA declarou que os EUA vão suspender suas obrigações no Tratado INF em 2 de fevereiro se a Rússia não apresentar provas de que está cumprindo o acordo.

O Tratado INF, assinado por Washington e Moscou em 1987, não tem data de expiração e proíbe as partes de terem mísseis balísticos terrestres ou mísseis de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros.

Nos últimos anos, Moscou e Washington têm se acusado regularmente de violar o Tratado INF. A Rússia declarou repetidas vezes que cumpre rigorosamente todas as obrigações dos termos do acordo. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que a Rússia tem sérios questionamentos em relação à implementação do Tratado pelos próprios norte-americanos. Segundo ele, as acusações dos EUA são infundadas, uma vez que o míssil 9M729 foi testado no alcance permitido pelo acordo.

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