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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

MRE russo: EUA tentam esconder informação real sobre quem patrocina Daesh no Afeganistão

Nesta quarta-feira (16), o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que os EUA procuram acusar a Rússia de assistência ao grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em vários outros países), inclusive de transferência ao Afeganistão de terroristas da Síria e do Iraque.


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Para essa finalidade, os serviços secretos norte-americanos estão preparando "farsas", segundo a chancelaria russa.


Bandeira dos EUA na Base Aérea de Bagram, Afeganistão
© AFP 2018 / Wakil KOHSAR

"Ultimamente têm surgido informações sobre o preparo pelos serviços secretos dos EUA de uma séria de 'farsas' na mídia do Afeganistão e de vários países ocidentais, que visam descreditar a política da Rússia na questão afegã. Em particular, está planejado acusar o nosso país de prestar assistência ao Daesh, inclusive da transferência ao Afeganistão de terroristas desse grupo a partir da Síria e do Iraque", lê-se no comentário do ministério russo.

"Trata-se da recente declaração do movimento Talibã sobre uma operação dos serviços secretos dos EUA para capturar uma das prisões do movimento na província afegã de Badgis, em que estavam presos terroristas do Daesh, tomados como prisioneiros no norte do Afeganistão em agosto de 2018. Todas essas pessoas foram transportadas pelos elementos de operações especiais com destino desconhecido", comunicou o ministério.

"Tal interesse pelos terroristas do Daesh faz pensar que os EUA, ao empreenderem tal ato, teriam tentado impedir o vazamento de informações que os terroristas mencionados poderiam comunicar sobre quem os patrocina realmente", ressaltou a chancelaria.

O Ministério das Relações Exteriores russo apelou a Washington para deixar de tecer intrigas em torno do Afeganistão e passar a participar da reconciliação pacífica no país.

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