Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Nicolás Maduro volta a criticar 'interferência estrangeira' em impasse sobre a Presidência da Venezuela

Chavista também alertou que país está preparado para responder a agressões externas, mas amenizou o tom ao dizer que reunião convocada pelos EUA na ONU é 'bem vinda'.


Por G1

Nicolás Maduro afirmou estar disposto a se encontrar com o líder oposicionista e presidente interino autodeclarado da Venezuela, Juan Guaidó. O chavista disse, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (25) que "sempre houve tentativa de diálogo por parte dele" com a oposição.

Nicolás Maduro fala à imprensa em meio a impasse sobre a Presidência da Venezuela — Foto: Manaure Quintero/Reuters
Nicolás Maduro fala à imprensa em meio a impasse sobre a Presidência da Venezuela — Foto: Manaure Quintero/Reuters

"Se eu tiver de me encontrar com esse rapaz de boné e capuz às 3h da manhã no pico Humboldt, eu vou. Se tiver de ir nu, também vou", disse.

Maduro também criticou o que chama de "interferência estrangeira" no impasse sobre a Presidência venezuelana. Ele acusou Guaidó de ser "um agente" a mando de estrangeiros, e disse que o país está preparado para responder militarmente a agressões externas.

"Se querem a pátria, preparem-se para defendê-la. Queremos a paz, mas vamos nos preparar para um conflito", alertou.

O chavista tomou posse como presidente da república em 10 de janeiro, mas, na quarta-feira, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, reivindicou o cargo durante os protestos contra o regime Maduro até a organização de novas eleições.

Maduro, no entanto, rechaçou a hipótese de novas eleições, que também são pedidas por líderes de outros países como a Espanha.

"Venezuela vai seguir o seu caminho, e que vão embora da Venezuela", afirmou.

Maduro e os EUA

Maduro também voltou a acusar os Estados Unidos de interferirem no rumo político da Venezuela, mas afirmou que estaria aberto a um diálogo "respeitoso" com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Apesar da crítica ao governo norte-americano, Maduro afirmou que o debate convocado pelos EUA sobre a Venezuela no Conselho de Segurança da ONU é "bem vindo" e, portanto, que pode viajar a Nova York para participar da reunião. "Obrigado por isso, Mike Pompeo", disse, em tom irônico.

Ele também disse que não rompeu relação com os EUA, e, sim, "com o governo de Trump".

"Eu não sou anti-Estados Unidos. Sou anti-imperialismo [...]. Sou admirador dos EUA, e amo os EUA", emendou.

O governo dos EUA foi o primeiro a reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela, e, em resposta, Maduro cortou relações políticas e diplomáticas com o país. O chavista deu 72 horas para que a delegação norte-americana deixasse o país, o que não foi reconhecido por Washington.

"Os EUA podem fazer como a China, que são potência mas não querem dominar o mundo", comparou.

Novas manifestações contra Maduro
Pouco antes do discurso de Maduro, Juan Guaidó convocou novas manifestações ao longo da próxima semana. Disse, ainda, que o dia, o formato e a hora dos próximos atos serão informados no próximo domingo (27).

Ele começou o pronunciamento com um minuto de silêncio "pelas vítimas" do atual regime de Nicolás Maduro.

"Não vamos seguir permitindo que se roube, como sempre se roubou o dinheiro da Venezuela. Nas próximas horas, vamos fazer um comunicado para garantir a proteção de nosso dinheiro", declarou Guaidó.


Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas