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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

ONU documenta 50 valas comuns por conflitos étnicos no RD do Congo

O Escritório Conjunto das Nações Unidas para os Direitos Humanos (BCNUDH) disse que documentou 50 valas comuns no oeste da República Democrática do Congo (RDC), onde confrontos entre membros de etnias rivais em dezembro deixaram pelo menos 890 mortos desde dezembro.


EFE

Kinshasa - "Encontramos pelo menos 50 valas comuns, assim como covas individuais nesse espaço", explicou neste domingo à Agência Efe o diretor do BCNUDH, Abdoul Aziz Tshioye.


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As fossas não se encontram só na cidade de Yumbi, considerada o epicentro da violência, mas também nas comunidades próximas de Banunu e Batende, todas elas situadas na província de Mai Ndombé, segundo o diretor deste órgão da ONU.

Os confrontos começaram em 16 de dezembro nesta cidade, após a morte em Kinshasa de um chefe tradicional da etnia Banunu, cujo corpo, devolvido a Yumbi, foi enterrado junto ao túmulo de seu pai.

Os membros da etnia Batende protestaram com o argumento de que não ele deveria ser sepultado em suas terras, o que deu início a uma disputa na noite de 15 de dezembro, segundo explicou então à Efe o governador da província de Mai-Ndombe, Gentiny Ngobila.

Segundo o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) disse em meados de janeiro, o número de mortos só nesses dias seria de pelo menos 890.

A situação, segundo afirmou hoje o diretor da BCNUDH, ainda é preocupante na região, já que a população que então fugiu (cerca de 16 mil pessoas que se refugiaram na República do Congo) ainda não conseguiu voltar.

"Há ainda um sério problema de confiança por parte da população, que se encontra atualmente refugiada no Congo e que espera que a situação se normalize antes de voltar", disse Tshioye, que falou de "pequenos movimentos de ida e volta" para saber como estão as coisas.

Por trás desta última onda de violência há um conflito mais profundo entre ambos os grupos étnicos, que costuma explodir em época de eleições.

Nas eleições do passado 30 de dezembro, a maioria dos membros da comunidade dos Batende estavam a favor da governista Frente Comum pelo Congo (FCC), enquanto muitos integrantes dos Banunu apoiavam a coalizão Lamuka, liderada pelo opositor Martin Fayulu.

De fato, a Comissão Eleitoral da RDC decidiu em 26 de dezembro, apenas quatro dias antes das eleições gerais, adiar para uma data ainda não definida em março a votação nesta circunscrição devido à violência, assim como em outras duas do nordeste - Beni e Butembo -, afetadas pelo surto de ebola.

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