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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

ONU manifesta preocupação com aumento de assentamentos israelenses na Cisjordânia

A possibilidade de se estabelecer um “Estado palestino viável e contíguo” tem sido “sistematicamente corroída por fatos em solo”, disse o coordenador especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, ao Conselho de Segurança na terça-feira (22), antes do debate aberto trimestral sobre Israel e Palestina.


ONU

Mladenov deu início à avaliação pessimista ao detalhar a extensão e o crescimento de assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada; a posição de longa data da ONU sobre assentamentos, lembrou o coordenador ao Conselho, é de que estes são ilegais sob lei internacional e “um obstáculo à paz”.

Nickolay Mladenov (na tela), coordenador especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, durante briefing ao Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe
Nickolay Mladenov (na tela), coordenador especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio, durante briefing ao Conselho de Segurança da ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Entre exemplos recentes estão os planos de construção de mais de 3 mil unidades habitacionais na Cisjordânia e planos do governo israelense de legalizar diversos assentamentos ilegais.

Ao mesmo tempo, disse Mladenov, estruturas detidas por palestinos foram demolidas e tomadas ao longo da Cisjordânia, incluindo em Jerusalém Oriental, com autoridades citando como justificativa a falta de permissões de construção emitidas por Israel, que são quase impossíveis de serem obtidas por palestinos.

As bases de um futuro Estado palestino também estão sendo ameaçadas por divisões internas, exacerbadas por décadas de ocupação, e esperanças de relações intra-palestinas genuínas estão “desaparecendo a cada dia”, à medida que a distância entre Gaza e Cisjordânia se amplia.

A prisão de dezenas de membros do Fatah pelo Hamas no começo de janeiro foi descrita por Mladenov como “particularmente alarmante” e um “golpe muito sério no processo de reconciliação”.

São palestinos comuns, disse o enviado especial, que estão arcando com o peso do sofrimento e a situação humanitária em Gaza permanece “desesperadora”. O crescimento econômico é insuficiente para manter a economia palestina funcionando, e a ONU trabalha com a Autoridade Palestina para responder às necessidades mais urgentes de Gaza, como manutenção de energia elétrica, entrega de remédios essenciais e implementação de programas de trabalho.

O briefing do enviado especial foi feito no mesmo dia que autoridades seniores da ONU e parceiros de organizações não governamentais pediram cessação de planos de remoção forçada de diversas famílias refugiadas palestinas do bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, parte do território palestino ocupado.

Em comunicado, as autoridades disseram que a transferência forçada é “uma grave quebra da Quarta Convenção de Genebra”, e pediram para autoridades israelenses “cessarem a construção de assentamentos e cumprirem suas obrigações como potência ocupante sob a lei humanitária internacional e a lei internacional de direitos humanos”.

Mladenov encerrou seu briefing alertando que a Questão Palestina corre o risco de se tornar um conflito sem fim. Ele também alertou sobre o aumento acentuado de radicalização em todas as partes e que, dentro do cenário político atual, os que buscam estreitar as pontes entre israelenses e palestinos estão sendo prejudicados.

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