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Capacetes brancos preparam novas provocações na Síria, diz enviado russo na ONU

Membros dos Capacetes Brancos estão preparando novas provocações com substâncias tóxicas na Síria, disse o vice-embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, nesta quarta-feira (24) na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
Sputnik

Safronkov observou que os Capacetes Brancos acusariam o governo sírio pelo uso de tais substâncias.

Mais cedo nesta quarta-feira (24), o Major General Viktor Kupchishin, chefe do Centro Russo para a Reconciliação Síria, argumentou que funcionários da mídia estrangeira na província síria de Hama conduziram uma filmagem falsa da "morte" de uma família supostamente devido ao uso de armas químicas pelas tropas sírias.

Em diversas ocasiões, Moscou e Damasco apontaram que os Capacetes Brancos estavam produzindo provocações envolvendo o uso de armas químicas com o objetivo de culpar o governo da Síria e dar aos países ocidentais justificativas para a intervenção no país.
A estratégia de encenar ataques para usá-los como falsa bandeira tem sido usada repetida…

Pompeo afirma que EUA acabaram com 99% do califado na Síria

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, garantiu nesta quinta-feira no Cairo que a campanha militar americana na Síria acabou com 99% do chamado "califado" que o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) estabeleceu em 2014 nos territórios que controlava neste país e no Iraque.


EFE

Cairo - "Derrubamos 99% do califado na Síria e vamos continuar neste caminho", disse o chefe da diplomacia americana em entrevista coletiva com o ministro das Relações Exteriores egípcio, Sameh Shukri, no Cairo, aonde chegou nesta quinta-feira como parte de uma excursão por vários países árabes do Oriente Médio.


Mike Pompeo em foto de 8 de janeiro. EFE/ Andre Pain
Mike Pompeo em foto de 8 de janeiro. EFE/ Andre Pain

Sobre a decisão de retirar as tropas americanas do norte da Síria, anunciada pelo presidente Donald Trump em meados de dezembro, Pompeo declarou que os EUA seguirão lutando contra o EI em toda a região, mas que na Síria farão de "forma diferente".

"É possível retirar as forças americanas da Síria e seguir com a nossa campanha arrasadora" contra os jihadistas, respondeu Pompeo a perguntas dos jornalistas.

"Seguimos lutando contra o EI em várias regiões, estamos comprometidos a evitar que o EI cresça", argumentou o secretário de Estado, ao dizer que não há contradições entre a decisão tomada por Trump e a realidade no local. Pompeu admitiu que a ameaça do terrorismo extremista segue presente e, por isso, os EUA continuarão lutando.

Shukri afirmou que o Egito é um parceiro dos EUA nessa luta e na coalizão internacional antijihadista, e destacou que "as capacidades do EI foram reduzidas em grande parte, mas a rede de organizações terroristas vai além disso".

O ministro egípcio destacou os vários braços do EI que operam em todos os países da região, assim como outros grupos islamitas, por exemplo, a Irmandade Muçulmana, declarada terrorista no Egito em 2013, depois de ter sido afastada do governo pelo Exército em julho desse ano.

Ambos destacaram a duradoura e estratégica relação que une Egito e EUA, que é "mais necessária que nunca", nas palavras de Pompeo, para fazer frente aos desafios enfrentados.

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