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EUA não querem competir com novas armas da Rússia, mas não descartam usar armas nucleares

Apesar de um orçamento de defesa maior do que os próximos sete países juntos, os EUA dizem que a Rússia está avançando em uma nova corrida armamentista, e o Pentágono não tem escolha a não ser confiar em sua dissuasão nuclear. Mas quão sinceros eles estão sendo?
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"São precisos dois para competir", afirmou nesta semana David Trachtenberg, vice-subsecretário de Defesa dos EUA, acrescentando que os EUA "não estão interessados em equiparar o sistema russo ao sistema".

Ele também observou que "os russos estão desenvolvendo uma incrível quantidade de novos sistemas de armas nucleares" e geralmente "estão fazendo uma série de coisas que simplesmente não estamos fazendo".

Falando no Brookings Institution em Washington, um importante grupo de estudos, Trachtenberg disse que a Rússia lançou recentemente um "programa de modernização militar" ao "re-escalonar e substituir completamente muitos de seus sistemas nucleares tanto no nível estra…

Por que oposição venezuelana e EUA 'brincam com fogo' reconhecendo Guaidó como presidente?

Washington reconheceu o líder da oposição e membro do partido Vontade Popular, Juan Guaidó, como presidente da Venezuela e aumentou a pressão contra o governo de Nicolás Maduro que, por sua vez, rompeu as relações diplomáticas com os EUA. Que consequências esse passo poderia ter para a oposição dividida?


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Guaidó, cujo nome há algumas semanas era pouco conhecido para a maioria dos venezuelanos, é a pessoa que Washington, bem como vários países do Grupo de Lima, apoia como presidente da Venezuela, desconsiderando assim as eleições de maio de 2018.


Juan Guaidó
Juan Guaidó © AP Photo / Fernando Llano

A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer Guaidó "é mais um passo da oposição para conseguir alcançar a legalidade internacional", revelou o analista de relações internacionais argentino Pedro Brieger à Sputnik Mundo.

Para o analista, embora a oposição a Maduro "tenha capacidade de mobilizar muita gente", mas "pensavam que através das mobilizações poderiam derrubar o governo de Nicolás Maduro e fracassaram".

Desta vez, "o contexto internacional é mais favorável à oposição", opinou Brieger. "Vários países formaram o Grupo de Lima para ajudar à queda de Nicolás Maduro e conseguir um governo favorável aos setores da direita venezuelana", afirmou ele.

"Isso deu à oposição um impulso para declarar que agora há um presidente interino com o objetivo de criar um governo paralelo, obter o reconhecimento internacional e afirmar que o único representante legítimo da Venezuela é Juan Guaidó", analisou o especialista.

Isto é acompanhado por medidas tomadas por vários países latino-americanos, como a decisão do Chile de não convidar o embaixador da Venezuela a uma recepção no Ministério da Relações Exteriores do Chile porque o país não reconhece o governo de Maduro, revelou Brieger.

Por enquanto, a situação é incerta: "Maduro não tomou nenhuma medida contra Guaidó. É muito pouco comum que alguém se declare presidente interino de um país, desafiando todas as leis. Até agora, o governo também não dissolveu a Assembleia Nacional, há experiências históricas de governos paralelos, algumas tiveram êxito, outras fracassaram", explicou o analista.

Entretanto, o que é incomum é que a oposição se apressou a declarar esse homem como presidente interino. Segundo Brieger, "é uma medida muito arriscada, o tudo ou nada, e parece que os setores [de oposição] mais radicais estão arrastando os mais moderados que estavam dispostos a dialogar".

"Voltamos à velha Doutrina Monroe do quintal e os EUA se comportando como o dono da região, ditando quem é legítimo e quem não é, e o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, reconhecendo Guaidó como presidente interino", disse Brieger.

Além disso, o analista avisou que "há uma armadilha no que pretende a oposição, porque propõem eleições, mas ninguém garante que venceriam essas eleições". "Se eles perderem, reconhecerão o presidente chavista? Algo que nunca reconheceram quando perderam", opinou ele.

Quanto à situação nas Forças Armadas do país, Brieger acredita que deve haver descontentamento, mas já um golpe militar é outra coisa: "Já houve um precedente em 2002, quando houve um golpe de Estado que destituiu o presidente Hugo Chávez durante 48 horas, e as massas populares saíram às ruas para restituí-lo. O chavismo tem uma capacidade de mobilização muito forte, o panorama não é simples, se está brincando com o fogo, e o que os EUA fazem é colocar mais lenha na fogueira", concluiu o analista.

Na quarta-feira (23), Guaidó se declarou "presidente encarregado" da Venezuela. Os EUA, União Europeia e uma série de países da América Latina, inclusive o Brasil, manifestaram apoio a Guaidó e à oposição venezuelana. Rússia, Cuba, México, Bolívia, Nicarágua, Turquia e Irã apoiam a permanência de Maduro.

Moscou declarou que seu posicionamento sobre o reconhecimento de Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela não mudaria, assinalando que a postura dos países ocidentais mostra a forma como eles encaram o direito internacional, a soberania e a não interferência nos assuntos internos de outros países.

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