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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Potências latino-americanas apoiam Guaidó, com exceção do México

Obrador afirma que, “por enquanto”, continuará reconhecendo Maduro como presidente da Venezuela


Javier Lafuente e Naiara Galarraga Gortázar | El País

A decisão do líder oposicionista venezuelano Juan Guaidó de se declarar presidente “encarregado” (interino) da Venezuela sacudiu não apenas a política do país caribenho. Os ecos do anúncio se espalharam em grande velocidade por todo o continente americano. As principais potências da América Latina, exceto o México, decidiram apoiar Guaidó e reconhecê-lo como presidente legítimo da Venezuela, como já haviam feito os Estados Unidos e o Canadá. O Governo mexicano de López Obrador, com sua decisão, está mais uma vez no centro da polêmica. Sua frouxidão é considerada um balão de oxigênio para Maduro.

Opositores a Maduro durante a declaração de Guaidó como presidente interino da Venezuela.
Opositores a Maduro durante a declaração de Guaidó como presidente interino da Venezuela. REUTERS

“No momento não há mudança de postura em relação à Venezuela, o México continua a reconhecer Nicolás Maduro como presidente do país”, disse a este jornal Jesús Ramírez, porta-voz do Governo López Obrador. As razões dadas por Ramírez são a defesa da política de não intervenção, as mesmas com as quais o país justificou sua abstenção de assinar a declaração final do Grupo de Lima, que no início deste mês exortava a não reconhecer o novo mandato de Maduro. Sobre o que aconteceu na quarta-feira, fontes do Ministério das Relações Exteriores mexicano dizem que reconhecer Guaidó implicaria “desmontar a doutrina Estrada em um instante”, referindo-se ao eixo da política externa mexicana, pela qual o México não intervém nos assuntos de outros países. No entanto, o país norte-americano rompeu com o Chile de Pinochet, a Nicarágua de Somoza e apoiou a República Espanhola.

A frouxidão do México mais uma vez coloca o Governo de López Obrador diante de um cenário polêmico. Ainda mais quando as principais potências da região comemoraram a decisão de Guaidó de se autoproclamar presidente “encarregado” da Venezuela. Os Governos que integram o Grupo de Lima — entre eles Brasil, Argentina, Colômbia, Equador e Peru — mostraram seu apoio ao líder da oposição pouco depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, o terem feito. Organizações regionais como a OEA também saudaram a decisão de Guaidó. Uma cascata de apoios que parecem não terem sido premeditados.

Não é insignificante que o primeiro governante a reconhecer Guaidó tenha sido Donald Trump. Horas antes, seu vice-presidente, Mike Pence, havia apoiado as manifestações organizadas hoje na Venezuela pela oposição, dirigindo-se aos críticos de Maduro em espanhol, algo pouco habitual neste Governo dos EUA. Em um comunicado, Trump incentivou outros Governos ocidentais a reconhecer o presidente da Assembleia Nacional como presidente interino do país e disse que vai usar “todo o peso do poder econômico e diplomático dos EUA para pressionar pela restauração da democracia venezuelana”.

“Em suas competências como a única instituição legítima com representantes eleitos pelo povo venezuelano, a Assembleia Nacional deu o passo de invocar a Constituição da Venezuela para declarar ilegítimo Nicolás Maduro e vacante o escritório da presidência. O povo venezuelano denunciou corajosamente Maduro e seu regime e exigiu a liberdade e o retorno ao Estado de Direito”, diz o comunicado, que afirma que os Estados Unidos responsabilizarão “o ilegítimo regime de Maduro pelas ameaças à segurança do povo venezuelano”.

O aumento da pressão diplomática ocorre no mesmo dia em que a oposição conseguiu retomar os protestos nas ruas, depois que os críticos de Maduro terem abandonado as manifestações, após a repressão de 2017. A oposição considera a pressão internacional crucial para alcançar uma saída à crise da Venezuela. Além do México, o Uruguai também rejeitou a hipótese de reconhecer Guaidó e assinou um documento conjunto com o país de López Obrador propondo "um novo processo de negociação inclusivo e crível, com pleno respeito ao Estado de Direito e aos direitos humanos".

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