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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Presidente bielorrusso apela para que se acabe com 'mal-entendido' em Donbass

O presidente da Bielorrússia Aleksandr Lukashenko se manifestou durante o encontro com o representante de Kiev nas negociações sobre Donbass, Viktor Medvedchuk, por uma resolução mais rápida do conflito no Leste da Ucrânia.


Sputnik

"Esse mal-entendido, não pode ser chamado de outro modo, deve acabar […] São repúblicas e povos irmãos […] Estamos dando aos nossos inimigos e rivais um presente com as nossas próprias mãos", declarou ele.


Artilharia ucraniana em Donbass, foto de arquivo
Artilharia ucraniana em Donbass © AP Photo / Petr David Josek

Medvedchuk, por sua vez, assinalou o papel da Bielorrússia e pessoalmente de Lukashenko na resolução pacífica do conflito em Donbass.

Ele sublinhou que a parte bielorrussa concedeu um palco para conversações e que os acordos de Minsk continuam sendo considerados como o único plano para uma resolução pacífica. Ao mesmo tempo o político ucraniano disse que infelizmente eles não estão sendo cumpridos.

"Para muito ucranianos que querem a paz em Donbass, Minsk virou não apenas um palco do fraternal e amistoso povo bielorrusso, mas também uma esperança que a resolução pacífica afinal seja obtida", ressaltou.

Um mês atrás Lukashenko declarou que a sua proposta sobre o controle da fronteira russo-ucraniana e realização de eleições em Donbass não encontrou apoio, particularmente do presidente ucraniano Pyotr Poroshenko.

"Eu já estava pronto para ficar nessa fronteira como guarda fronteiriço, considerando que tanto os russos como os ucranianos têm boas relações comigo, e realizar lá eleições em conformidade com os acordos de Minsk", afirmou o presidente da Bielorrússia.

As autoridades ucranianas rejeitaram a proposta de Lukashenko. Entretanto, é necessário avançar mais rapidamente para uma resolução pacífica, para prevenir o desenvolvimento descontrolado da situação, segundo o líder bielorrusso. Ele acrescentou também que na região já há militares da OTAN, com quem, na opinião dele, é mais fácil negociar que com "nazistas".

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