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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Putin afirma que criação de exército kosovar viola resolução da ONU

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, denunciou nesta quinta-feira que a criação de um exército por parte das autoridades do Kosovo representa uma violação da resolução 1244 da ONU e provocará a desestabilização da região dos Balcãs.


EFE

Belgrado - "É uma aberta violação da resolução 1244 do Conselho de Segurança da ONU", disse Putin em entrevista coletiva em Belgrado junto com o seu homólogo sérvio, Aleksandar Vucic.


EFE/ Andrej Cukic
EFE/ Andrej Cukic

Putin lembrou que tal resolução só autoriza o envio de forças das Nações Unidas e acusou as autoridades kosovares de dar passos "provocadores" que aguçaram as tensões na região.

"A Rússia compartilha plenamente a preocupação das autoridades sérvias. Tais ações irresponsáveis dos dirigentes do Kosovo podem levar à desestabilização nos Balcãs", advertiu.

O presidente russo considerou que os trabalhos de mediação da União Europeia (UE) quase não deram frutos, já que foi acordado criar municípios sérvios no Kosovo, mas "não se criou nada".

Também lembrou que, em virtude da resolução 1244, no território do Kosovo devem patrulhar tantos policiais como guardas fronteiriços sérvios.

"Onde está tudo isso? Não há nada de nada. Por isso, do meu ponto de vista, é preciso ter um grande respeito pelo direito internacional e só nesse caso será possível conseguir uma decisão justa", afirmou.

Além disso, destacou ter tratado com seu homólogo sérvio assuntos relativos à cooperação militar e se pronunciou a favor de continuar os exercícios militares conjuntos.

"Seguiremos aceitando os pedidos dos dirigentes sérvios na hora de contribuir para o reforço da capacidade defensiva da Sérvia", acrescentou.

Por sua vez, Vucic denunciou que os albano-kosovares não estão dispostos a alcançar um compromisso, razão pela qual se mostrou pessimista sobre uma "rápida" regulação do conflito.

Pristina e Belgrado mantêm um difícil processo de diálogo sob mediação da UE para normalizar suas relações, um requisito exigido por Bruxelas tanto para a desejada entrada da Sérvia na UE como para a aproximação do Kosovo.

A Sérvia não reconhece a soberania do Kosovo, sua antiga província que se declarou independente de forma unilateral em 2008.

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