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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Qual a possibilidade de haver uma guerra civil na Venezuela?

O surgimento de manifestações de lados opostos na Venezuela poderia levar a uma guerra civil, afirma Fan Heshen, diretor do Instituto da América Latina da Universidade de Anhui (China), em entrevista à Sputnik.


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Segundo o analista, devido à atual situação interna do país latino-americano, se ambos os lados do conflito não mostrarem prudência, as chances de as tensões piorarem são grandes.


Forças de segurança da Venezuela encaram confronto com partidários da oposição que participam de uma manifestação contra o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, 23 de janeiro de 2019
© REUTERS / Carlos Eduardo Ramirez

"A julgar pela situação atual, o exército apoia Maduro. No entanto, a forte pressão das forças externas e a difícil situação econômica no país podem levar a uma grave crise. Se os dois lados não mostrarem moderação, é muito provável que isso resulte em uma guerra civil. Isso será catastrófico para a Venezuela", disse o especialista.

"Como resolver a crise política pacificamente, sem usar a violência, resolver uma crise semelhante a uma guerra civil é a maior prova para a Venezuela."

Para Heshen, a intervenção ativa dos Estados Unidos, bem como a mudança gradual "para a direita" de alguns países do Grupo de Lima, está exercendo uma pressão considerável sobre a Venezuela, onde um confronto entre o parlamento e o governo vem ocorrendo já há cerca de dois anos.

"Se o partido da oposição não tivesse recebido apoio do exterior, não teria conseguido ir adiante, porque Guaidó não controla as Forças Armadas […] O fato de ele ter decidido agora se declarar presidente, é uma evidência de que ele certamente recebeu algum apoio", afirma o diretor.

O analista concluiu que essa intervenção externa causou uma "violação do equilíbrio temporário no país, e se tornou uma ameaça ainda maior para a situação política interna na Venezuela".

Na quarta-feira (23), o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, declarou-se chefe de Estado interino. Até o momento, Guaidó foi reconhecido como presidente interino por 13 países: Estados Unidos, Canadá, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru e Geórgia.

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