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Como governo Trump esvaziou resolução da ONU contra estupro em guerras

A oposição do presidente americano, Donald Trump, à legalização do aborto levou ao esvaziamento de uma resolução das Nações Unidas contra o uso de violência sexual como arma de guerra.
BBC News Brasil

Os Estados Unidos retiraram todas as referências a "saúde sexual e reprodutiva" do texto, o que, na prática, reduz o peso da resolução. O documento havia sido submetido pela Alemanha ao Conselho de Segurança da ONU. Estados Unidos, China e Rússia ameaçaram vetá-lo, se fosse mantida a redação original.

O governo Trump se opôs às menções à "saúde sexual e reprodutiva" das mulheres, com o argumento de que esse termo indica apoio ao aborto. Uma versão da resolução que exclui essa frase foi aprovada por 13 votos a 0, com abstenções de Rússia e China.

O embaixador da França nas Nações Unidas, François Delattre, criticou a exclusão do trecho, dizendo que a decisão afeta a dignidade das mulheres.

"É intolerável e incompreensível que o Conselho de Segurança da ONU seja incapaz…

Rússia reconhece existência de novos mísseis, mas diz que não violam tratado

A Rússia reconheceu a existência de um sistema de mísseis de cruzeiro que fez com que os Estados Unidos anunciassem a saída do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) de 1987, mas negou que os mísseis violem o pacto, disseram nesta segunda-feira autoridades dos Estados Unidos e diplomatas da Otan.


DefesaNet

Duas semanas antes da saída prevista dos EUA do tratado, que mantém mísseis com capacidade nuclear fora da Europa, o embaixador de desarmamento dos EUA em Genebra disse que ainda há tempo para a Rússia destruir o sistema.


Entretanto, após sessão da Conferência sobre o Desarmamento, patrocinada pela ONU, o diplomata russo Alexander Deyneko disse à Reuters: “Nós não iremos ceder a nenhum ultimato, como o de liquidar ou eliminar um míssil que não é abrangido pelas proibições do tratado”.

A Rússia havia negado ter desenvolvido o que a inteligência norte-americana chamou de sistema de mísseis de cruzeiro SSC-8/9M729. Entretanto, diplomatas da Otan disseram que Moscou agora reconhece a existência do sistema, mas argumenta que sua faixa está dentro do limite de 500 km estabelecido pelo INF.

Após reunião com autoridades russas em Genebra na semana passada, os Estados Unidos disseram que a oferta de Moscou para salvar o acordo, negociado entre o então presidente norte-americano Ronald Reagan e o líder soviético Mikhail Gorbachev, não era genuína porque não podia ser verificada.

O impasse abre caminho para o presidente dos EUA, Donald Trump, cumprir sua ameaça de começar a retirar Washington do pacto no dia 2 de fevereiro, potencialmente permitindo que os Estados Unidos desenvolvam seus próprios mísseis de médio alcance.

Os Estados Unidos ainda terão seis meses para completar formalmente sua saída.

Coreia do Norte: relatório revela quartel-general de mísseis não declarado

Uma das 20 bases ativas de mísseis-balísticos não declaradas pela Coreia do Norte serve como quartel-general para a operação de mísseis, de acordo com um relatório do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CEEI) divulgado nesta segunda-feira.

“A base ativa de mísseis Sino-ri e os mísseis Nodong lançados naquele local atendem à presumida estratégia militar nuclear da Coreia do Norte ao proporcionarem a capacidade de ataques iniciais nucleares ou convencionais”, diz o relatório.

A revelação de um não declarado quartel-general para mísseis ocorre três dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado, na sexta-feira, que “anseia” por mais uma reunião com o líder coreano Kim Jong Un, no fim de fevereiro, para discutir a desnuclearização.

O CEEI, que em novembro havia relatado a existência de 20 bases não declaradas, disse que a base de Sino-ri nunca havia sido declarada pela Coreia do Norte, motivo pelo qual “não parece estar sujeita a negociações de desnuclearização”.

O relatório destacou que bases de mísseis ativas estariam em tese sujeitas a declaração, verificação e desmontagem sob qualquer acordo de desnuclearização.

“Os norte-coreanos não vão negociar sobre coisas que não revelam”, disse Victor Cha, um dos autores do relatório. “Parece que eles estão jogando. Eles ainda vão ter toda essa capacidade operacional”, mesmo se destruírem suas instalações nucleares já assumidas.

Fonte: Reuters

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