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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Só extraterrestres podem ajudar Ucrânia a passar para mar de Azov, segundo senador russo

O senador russo Andrei Kozlenko comentou as declarações do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas ucranianas, tenente-general Igor Romanenko, sobre a ideia de enviar navios para o mar de Azov com a ajuda de "monitorização a partir do espaço".


Sputnik

De acordo com o secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, Aleksandr Turchinov, Kiev planeja uma nova passagem de navios de guerra através do estreito de Kerch. O Ministério das Relações Exteriores russo qualificou a declaração como reconhecimento da intenção de realizar mais uma provocação, o que irá piorar a situação ainda mais. 


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Estreito de Kerch | Reprodução

Segundo afirmou em entrevista ao portal UAportal o tenente-general ucraniano Igor Romanenko, a "monitorização a partir do espaço" com ajuda de aliados ocidentais poderia ajudar Kiev a passar para o mar de Azov. Ele acredita que neste caso, a Rússia ficaria "em uma posição bastante difícil", enquanto para a Ucrânia trata-se de "uma opção em que não tem nada a perder".

"Tais iniciativas não podem causar nada mais que um sorriso, já que parecem mais uma anedota do que planos reais de conquista do mar de Azov, agora, ao que parece, com ajuda de novos aliados extraterrestres. Apenas eles, acho, poderão 'monitorizar a passagem' dos navios ucranianos a partir do espaço, enviando relatórios por vídeo a [Pyotr] Poroshenko", comentou Kozlenko à Sputnik.

Segundo ele, a Rússia não permitirá provocações e impedirá quaisquer tentativas de violar as suas fronteiras marítimas e terrestres.

Em 25 de novembro, três navios ucranianos violaram a fronteira nacional russa, tendo entrado em águas russas temporariamente fechadas, efetuando manobras perigosas e ignorando as exigências das tripulações de lanchas e navios russos que os estavam acompanhando. O lado russo foi forçado a utilizar armas, como resultado, três militares ucranianos ficaram levemente feridos. Todos os três navios foram detidos. O Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia votou pela introdução da lei marcial por um prazo de 60 dias no território do país, decisão apoiada pelo presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko. Posteriormente, o prazo foi reduzido para 30 dias. O presidente russo, Vladimir Putin, relacionou o incidente com a baixa popularidade de Poroshenko na véspera das eleições presidenciais no país.

Posteriormente, Kiev afirmou repetidamente que a Urânia estava pronta a efetuar uma nova passagem de navios de guerra através do estreito de Kerch.

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