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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
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O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

'Soberania limitada': que mundo EUA e países europeus pretendem construir?

A União Europeia deixa aberta a possibilidade de reconhecer Juan Guaidó como presidente da Venezuela e exigiu convocação de novas eleições. Analista político conversou com a Sputnik quanto ao posicionamento europeu no que diz respeito à crise venezuelana.


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De acordo com o professor de ciências políticas da Universidade Complutense de Madri, Jorge Verstrynge, a postura esperada dos países europeus se deve à "responsabilidade da UE em reconhecer um golpista como presidente da Venezuela".


As bandeiras dos EUA e da UE
© AFP 2018 / Thierry Charlier

"Por muito que haja seguidismo dos norte-americanos, há limites que não podem ser ultrapassados", sublinhou o professor para a Sputnik Mundo. "Em casos tão importantes, as decisões devem ser tomadas na UE por unanimidade, alguns países, como a Hungria e, em certa parte, a Itália, estão sendo pressionados", adicionou.

O cientista político lembrou que, no tempo da Guerra Fria, "o bloco do Leste não aceitava interferências, e o bloco do Oeste tampouco".

"O bloco do Leste desapareceu e começaram interferências, guerras humanitárias e golpes de Estado para cancelar a vontade popular. E é o que está acontecendo agora na Venezuela: ataque brutal à soberania de um país."

Para o professor, é um caso de "soberania limitada: pressionar até que a Venezuela termine fazendo o que o senhor Trump e os EUA querem".

Alemanha, França, Espanha, Reino Unido e Holanda declararam em 26 de janeiro que estariam dispostos a reconhecer como presidente interino da Venezuela Juan Guaidó, se nos próximos oito dias as autoridades venezuelanas não convocassem eleições.

Mais tarde, em um comunicado, a chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, exigiu em nome dos 28 países-membros da organização "a realização de eleições presidenciais livres, transparentes e credíveis [na Venezuela] em conformidade com a ordem constitucional".

No dia 23 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país durante protesto antigovernamental nas ruas de Caracas.

Os EUA, União Europeia e uma série de países da América Latina, inclusive o Brasil, manifestaram seu apoio a Guaidó e à oposição venezuelana. Nicolás Maduro recebeu apoio da Rússia, Cuba, México, Bolívia, Nicarágua, Turquia, Irã e de muitos outros países.

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