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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

'Soberania limitada': que mundo EUA e países europeus pretendem construir?

A União Europeia deixa aberta a possibilidade de reconhecer Juan Guaidó como presidente da Venezuela e exigiu convocação de novas eleições. Analista político conversou com a Sputnik quanto ao posicionamento europeu no que diz respeito à crise venezuelana.


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De acordo com o professor de ciências políticas da Universidade Complutense de Madri, Jorge Verstrynge, a postura esperada dos países europeus se deve à "responsabilidade da UE em reconhecer um golpista como presidente da Venezuela".


As bandeiras dos EUA e da UE
© AFP 2018 / Thierry Charlier

"Por muito que haja seguidismo dos norte-americanos, há limites que não podem ser ultrapassados", sublinhou o professor para a Sputnik Mundo. "Em casos tão importantes, as decisões devem ser tomadas na UE por unanimidade, alguns países, como a Hungria e, em certa parte, a Itália, estão sendo pressionados", adicionou.

O cientista político lembrou que, no tempo da Guerra Fria, "o bloco do Leste não aceitava interferências, e o bloco do Oeste tampouco".

"O bloco do Leste desapareceu e começaram interferências, guerras humanitárias e golpes de Estado para cancelar a vontade popular. E é o que está acontecendo agora na Venezuela: ataque brutal à soberania de um país."

Para o professor, é um caso de "soberania limitada: pressionar até que a Venezuela termine fazendo o que o senhor Trump e os EUA querem".

Alemanha, França, Espanha, Reino Unido e Holanda declararam em 26 de janeiro que estariam dispostos a reconhecer como presidente interino da Venezuela Juan Guaidó, se nos próximos oito dias as autoridades venezuelanas não convocassem eleições.

Mais tarde, em um comunicado, a chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, exigiu em nome dos 28 países-membros da organização "a realização de eleições presidenciais livres, transparentes e credíveis [na Venezuela] em conformidade com a ordem constitucional".

No dia 23 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se declarou presidente interino do país durante protesto antigovernamental nas ruas de Caracas.

Os EUA, União Europeia e uma série de países da América Latina, inclusive o Brasil, manifestaram seu apoio a Guaidó e à oposição venezuelana. Nicolás Maduro recebeu apoio da Rússia, Cuba, México, Bolívia, Nicarágua, Turquia, Irã e de muitos outros países.

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