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Irã ameaça romper limite de reservas de urânio; entenda o que país pode fazer se sair de acordo nuclear

Sem regulação, país pode adotar equipamentos mais modernos e rápidos e ampliar volume de enriquecimento de material que pode ser usado em armas nucleares. Acordo foi firmado em 2015 entre Irã e mais seis países, mas Trump retirou EUA em maio de 2018.
Associated Press

O Irã anunciou que irá exceder o limite de reservas de urânio determinado pelo acordo nuclear de 2015, ampliando as tensões no Oriente Médio.

O prazo de 27 de junho dado por Teerã vem antes de outra data limite, 7 de julho, para que a Europa apresente melhores termos para que o país permaneça no acordo. Se essa segunda data passar sem nenhuma ação, o presidente iraniano Hassan Rouhani diz que a república islâmica irá provavelmente retomar o alto enriquecimento de urânio.

Veja a seguir em que situação está o programa nuclear do Irã atualmente:

O acordo nuclear

O Irã fechou um acordo nuclear em 2015 com Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China. O acordo, formalmente conhecido como Plano de Ação Conjunto Abran…

Soros está preparando EUA para Guerra Fria contra China, opina analista

Na semana passada, durante uma reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, o famoso bilionário George Soros declarou que, sendo "o regime autoritário mais rico, forte e tecnologicamente avançado do mundo", a China é a maior ameaça ao Ocidente. Analistas explicam o que está por trás dessas declarações.


Sputnik

O famoso bilionário norte-americano de origem húngara, George Soros, alertou durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que os EUA e a China, as duas maiores economias do mundo, se encontram em "uma guerra fria que em breve poderá se tornar quente".


George Soros, multimilionário estadunidense
George Soros © AFP 2018 / Brendan Smialowski

Além disso, ele chamou o líder chinês, Xi Jinping, de "adversário mais perigoso das sociedades abertas" e pediu para que a administração de Trump pressione ainda mais Pequim, especialmente contra os gigantes tecnológicos chineses.

O especialista em relações internacionais, Adriel Kasonta, opinou que os EUA já tentaram fortalecer aliança com a China contra a Rússia, mas hoje a situação é totalmente diferente.

"Agora os americanos estão tentando uma espécie de coalizão entre a Rússia e os EUA contra a China e isso pode marcar uma Guerra Fria 2.0 – uma nova guerra fria dos EUA contra a China", explicou ele à Sputnik Internacional.

"Do meu ponto de vista, George Soros está tentando preparar uma base democrática, porque, como sabemos, é um forte apoiador do Partido Democrata e um grande doador desse partido, ele está tentado prepará-los mentalmente para uma guerra contra a China. Enfrentaremos Guerra Fria 2.0, porque a China e seu Partido Comunista são vistos no hemisfério ocidental como uma nova ameaça comunista", acrescentou o analista.

O analista canadense Michel Chossudovsky, por sua vez, sublinhou que, falando dos "regimes autoritários", Soros não lembrou as ações recentes do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a Venezuela, quanto ao reconhecimento de Washington do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como presidente interino do país.

"No mundo ocidental há muitos atores autoritários que fingem ser democratas, incluindo Macron na França [o presidente da França, Emmanuel Macron] com suas repressões contra "coletes amarelos" e, evidentemente, [primeira-ministra britânica] Theresa May", afirmou Chossudovsky à Sputnik Internacional.

O especialista canadense revelou também por que Soros apela para pressionar gigantes tecnológicos chineses, especialmente Huawei e ZTE.

"Atualmente, a China lidera em várias tecnologias-chave […] Não há dúvidas sobre suas vantagens. Acredito que os EUA e seus aliados querem que a China deixe de desempenhar papel-chave no campo de tecnologia global. Vimos isso na história com Huawei, acusações ligadas à segurança [tecnológica] e sanções comerciais", afirmou ele.

Segundo Chossudovsky, o principal ponto forte da China na possível Guerra Fria com os EUA é a economia real chinesa enquanto os países ocidentais dependem dos bens produzidos na China.

"A China desenvolve sua economia real na medida em que ofusca a hegemonia dos EUA e eu acredito que é o principal problema. Isso explica também a campanha contra a China, particularmente na área de tecnologias de ponta", concluiu o analista.

Anteriormente, um grupo de senadores americanos apresentou uma lei proibindo a exportação de peças e componentes produzidos nos EUA para empresas de telecomunicações na China que supostamente violaram as sanções americanas. Em agosto de 2018, Donald Trump assinou uma lei proibindo agências governamentais de usar serviços da Huawei e da ZTE, entre outras entidades chinesas.

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