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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Trump rebaixou status da missão da UE em Washington

Tomada no fim de 2018, decisão do governo americano sobre delegação da União Europeia não foi comunicada oficialmente e passou despercebida. Diplomata europeu vê motivações políticas.


Michael Knigge | Deutsch Welle

O governo dos Estados Unidos rebaixou o status da delegação diplomática da União Europeia (UE) nos EUA do nível de Estado para o de organização internacional, afirmou um funcionário da UE à DW. A medida teria sido adotada no fim do ano passado.


Donald Trump em Bruxelas
Rebaixamento se encaixa na visão muito difundida de que o governo Trump adota uma postura agressiva em relação à União Europeia

"Não sabemos exatamente quando eles fizeram isso, porque eles, de forma muito conveniente, esqueceram de nos comunicar", disse o diplomata da UE em Washington. "Posso confirmar que isso não foi bem recebido em Bruxelas", acrescentou.

Depois de a delegação perceber que o embaixador em Washington não havia sido convidado para alguns eventos no fim do ano, funcionários americanos que organizavam o funeral do ex-presidente George H.W. Bush confirmaram a diplomatas europeus que o status da missão da UE havia sido rebaixado. Os diplomatas avaliam que o rebaixamento deve ter ocorrido no fim de outubro ou no início de novembro.

Durante o funeral em Washington, em 5 de dezembro, o embaixador da UE, David O'Sullivan, não foi chamado segundo a ordem cronológica (do mais antigo para o mais novo no cargo) para prestar homenagens, relatou um funcionário da UE. "Mas ele foi chamado, em último lugar."

O'Sullivan é embaixador da UE em Washington desde 2014. Antes do rebaixamento, ele seria chamado entre os 20 e 30 primeiros embaixadores entre os mais de 150 que estão na capital dos Estados Unidos.

Um diplomata de um Estado-membro da UE em Washington confirmou o rebaixamento. "Isso claramente não é apenas uma questão protocolar, mas tem uma motivação política muito óbvia", disse. Segundo ele, a maioria dos países-membros recebeu a medida de forma negativa.

Depois de ficarem sabendo do rebaixamento, diplomatas europeus em Washington se dirigiram ao Departamento de Estado, que é responsável pelas relações diplomáticas dos EUA, para obter explicações. "Eles nos disseram que esqueceram de nos comunicar e que tomaram essa decisão porque, aparentemente, é o que o chefe de protocolo considera apropriado", disse o diplomata europeu ouvido pela DW.

Ele disse que o status do embaixador do bloco em Washington fora elevado para o nível de Estado em setembro de 2016, depois de um longo e penoso processo no Departamento de Estado, no governo do então presidente, Barack Obama.

Segundo ele, revisões de status são comuns no início de um novo governo, mas não depois de dois anos. Também é raro que uma missão diplomática não seja anteriormente comunicada da decisão, e por escrito.

Diplomatas europeus teriam sido informados pouco antes do Natal de que o Departamento de Estado mantém sua decisão, apesar de não terem recebido nada por escrito.

O rebaixamento se encaixa na visão muito difundida de que o governo do presidente Donald Trump adota uma postura agressiva em relação à União Europeia. O Departamento de Estado não quis comentar a questão e afirmou que, no momento, opera de forma limitada devido à paralisação do governo.

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