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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Vice-almirante dos EUA apela a criar navios não tripulados para conter Rússia e China

Os EUA precisam de construir novos navios, inclusive embarcações de superfície não tripuladas, para conter as Marinhas russa e chinesa, declarou o vice-almirante da Marinha norte-americana, Richard Brown.


Sputnik

"Precisamos de embarcações de superfície não tripuladas de médio e grande porte. Precisamos de uma fragata e de um grande navio de combate de superfície", declarou Brown, discursando na terça-feira no simpósio da Surface Navy Association (SNA).


O destróier USS James Williams da Marinha dos EUA (imagem referencial)
CC BY 2.0 / Marinha dos EUA / USS James E. Williams transits the Norwegian Sea

O vice-almirante assinalou que o desenvolvimento e colocação em serviço de tais navios estão ligados à "era de concorrência entre as grandes potências" que começou de novo.

"Desta vez há duas nações revisionistas que estão renascendo — a Rússia e China. A Rússia está direcionando novamente seus submarinos nucleares à região GI-UK [entre a Groenlândia e o Reino Unido] e nos desafia no Mediterrâneo Oriental e Atlântico Norte", ressaltou Brown, segundo o site da Marinha dos EUA.

De acordo com ele, a China desafia os EUA na região de ilhas perto da sua costa, onde a Marinha chinesa escolta "todos os navios americanos".

Entre outras ameaças, ele indicou a Coreia do Norte e o Irã, bem como o extremismo, contra o qual é necessário continuar a luta.

No outono de 2018, um dos Comandos da Marinha dos EUA recebeu propostas sobre o desenvolvimento de um navio de médio porte não tripulado de 12-50 metros de comprimento com "alcance elevado, maior velocidade de cruzeiro e alta segurança". O funcionamento autônomo da embarcação seria de 60-90 dias, a velocidade — de 24-27 nós.

Além disso, foi indicada uma série de exigências quanto às funcionalidades do navio, mas sem detalhes quanto às armas a instalar a bordo. Foi assinalado que o empreiteiro devia estar pronto para desenvolver o protótipo no prazo de 1-1,5 anos. Porém, até agora não há informação sobre a assinatura de contratos para a construção de tais navios.

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