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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Agente da inteligência venezuelana iguala 'ajuda humanitária' dos EUA a 'cavalo de Troia'

O governo venezuelano não cairá nas provocações “guerrilheiras” da Colômbia com o argumento de “ajuda humanitária”.


Sputnik

"Vão nos submeter a uma guerra permanente de falsos positivos, de ameaças, de provocações, porém, nós estamos concentrados na Venezuela que sob nenhuma circunstância podemos cair em nenhuma provocação do governo colombiano ou do governo dos EUA, pois seria uma desculpa para eles invadirem o país e destruí-lo, assim como fizeram com a Líbia, com o Iraque ou com a Síria", afirmou Fredy Bernal, protetor fronteiriço do estado venezuelano de Táchira e comissário do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) à Sputnik.


Situação na fronteira entre Venezuela e Colômbia
Fronteira entre Venezuela e Colômbia © REUTERS / Carlos Eduardo Ramirez

Bernal acredita que a Colômbia está utilizando o argumento de "ajuda humanitária" para provocar o governo venezuelano, além disso, ele publicou diversos vídeos nas redes sociais, onde mostra a região fronteiriça de Táchira com a Colômbia, explicando que é possível visualizar a circulação de tanques de guerra no local.

Os vídeos foram publicados para desmentir os rumores espalhados por membros da oposição sobre a chegada de "ajuda humanitária à Venezuela".

"Foi informado que à meia-noite chegaria a famosa ajuda humanitária […] e que, se houvesse alguma oposição por parte do governo da Venezuela, seria tomada como um ato de guerra, resultando em uma agressão contra a Venezuela; garantindo a tranquilidade e calma para a aprovação venezuelana […]", disse Bernal.

Cavalo de Troia

O líder da oposição e da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se declarou presidente do país. Anunciando no dia 2 de fevereiro que uma ajuda humanitária chegaria ao país através da Colômbia, Brasil e uma ilha do Caribe, não identificada.

Além disso, o líder da oposição não explicou como o procedimento ocorreria para a entrega de medicamentos e outros produtos doados pela Alemanha, EUA e Canadá, destinados a 300.000 pacientes crônicos.

Entretanto, Bernal considera que essa ajuda seja parte de um "Cavalo de Troia", ressaltando que a ação teria como objetivo o acesso ao país por parte dos EUA.

Reforço na Fronteira

Colômbia e Venezuela possuem um grande território fronteiriço e a chegada desses produtos teria ocorrido sem a autorização do governo venezuelano, fazendo com que Bernal reforçasse a presença militar na borda entre os dois países.

"Nós estamos reforçando a presença militar em todos os postos fronteiriços e caminhos rurais para evitar qualquer ingresso de caráter ilegal", assegurou Bernal.

"[…] É tudo um show na fronteira, um show que eles vão montar a partir do lado colombiano, porém, estou seguro que deste lado não vai haver maior perturbação", enfatizou Bernal sobre a ação.

Além disso, ele destacou que o país não tem uma história "guerrilheira", porém advertiu que os militares estão dispostos a defender a todo custo seu território de qualquer ingerência estrangeira, advertindo ainda que qualquer ação militar contra a Venezuela poderá gerar uma difícil situação social na região e que os EUA terão que se preparar para receber milhões de migrantes.

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