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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Alemanha rejeita caças norte-americanos F-35, diz mídia

Pressionada por bilhões em custos de manutenção, pela necessidade de cumprir suas obrigações na OTAN e transportar bombas nucleares dos EUA, Berlim está procurando o melhor substituto para sua frota de caças Tornado e Eurofighter.


Sputnik

As Forças Armadas da Alemanha, conhecidas como Bundeswehr, decidiram não adquirir caças furtivos F-35 da Lockheed Martin, capazes de realizar ataques contra o solo e missões aéreas, segundo informações oficiais do Ministério da Defesa da Alemanha divulgadas pela Reuters.


Caça norte-americano F-35 cumprindo missão
CC BY 2.0 / Forsvarsdepartementet / Lockheed Martins F-35

Agora, o país deve escolher entre o caça F/A-18 da Boeing ou o francês Eurofighter, da Airbus.

Além dos Tornados, que entraram em serviço na Força Aérea da Alemanha em 1983, seus 33 antigos Eurofighter também devem ser substituídos por novos jatos. Isso poderia gerar encomendas no valor de aproximadamente US$ 3,4 bilhões (R$ 12,4 bilhões) à Airbus.

Segundo o jornal alemão Handelsblatt, o país deseja cumprir as obrigações de armas nucleares da OTAN, apesar do plano de substituir os caças Tornado, que agora atendem essas funções. Atualmente, a Força Aérea alemã possui aproximadamente 45 caças Tornado concebidos para transportar bombas nucleares americanas, caso seja necessário, sendo eles os únicos aviões da Alemanha capazes de executar esta tarefa.

O caça F-18, por sua vez, está certificado para realizar essas missões. Além disso, possui outras características, como a capacidade de localizar e combater os radares de defesa antiaérea do inimigo.

Contudo, há uma dúvida sobre a certificação das aeronaves europeias por parte dos EUA para transportar suas bombas nucleares, levando em consideração o atual clima político. Perante essa questão, a Airbus anunciou que o Eurofighter que já é utilizado pelo Exército britânico, é capaz de executar todas as tarefas dos caças Tornado.

Segundo a Reuters, o Ministério da Defesa alemão está analisando as ofertas da Boeing e Airbus, considerando as capacidades operacionais, preços e prazos.

Em resposta a esses relatos, a Lockheed Martin afirmou que não recebeu qualquer notificação das autoridades alemãs, enfatizando que as capacidades dos F-35 são maiores que as de seus concorrentes.

Atualmente, a Bundeswehr possui 85 caças Tornado, que operam há 35 anos. Além disso, a Luftwaffe tem 143 Eurofighter, incluindo 33 caças da primeira entrega. Os responsáveis militares insistirem em uma substituição urgente destas aeronaves, já que a Alemanha gastaria aproximadamente € 8 bilhões (R$ 33,5 bilhões) para manter a operação destas aeronaves até 2030.

Apesar de não haver ainda qualquer anúncio oficial por parte do governo alemão com relação ao interesse por outras aeronaves, sabe-se que os parceiros da coalizão governista e a França, seu principal parceiro europeu, alertaram o governo alemão contra a aquisição dos caças norte-americanos.

Vale observar que o presidente norte-americano, Donald Trump, e o chefe da OTAN, Jens Stoltenberg, juntamente com os aliados da OTAN, acordaram em 2014 gastar 2% do PIB com suas forças militares. A Alemanha, por sua vez, está elevando os gastos com suas Forças Armadas, mas não atinge o objetivo da OTAN, provocando críticas por parte de Donald Trump.

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