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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Análise: EUA travam 'luta internacional' por hegemonia sobre América Latina

O presidente da organização Amigos Trabalhistas da América Latina Progressista, Colin Burgon, disse à Sputnik que os EUA estão tentando afirmar seu domínio sobre a Venezuela e a América Latina, enquanto tentam excluir nações que desejam relações amistosas com Caracas.


Sputnik

"Esta é uma luta em muitos níveis, é uma luta internacional pela hegemonia americana e pela hegemonia sobre a América Latina", afirmou o líder da organização.


Apoiadores pró-governo segurando a bandeira da Venezuela em protesto contra o presidente dos EUA, Donald Trump, em Caracas, 14 de agosto de 2017
© REUTERS / Ueslei Marcelino

"A Doutrina Monroe [doutrina de política externa dos EUA proclamada em 1823 pelo então presidente James Monroe] […] está agora trabalhando contra a Rússia e a China ou qualquer outra nação que queira ter relações amistosas com a Venezuela. Em um segundo nível também há conflito dentro desses respectivos países", assegurou o ex-deputado trabalhista britânico Burgon à margem de um comício em Londres organizado pelo grupo político britânico Campanha de Solidariedade à Venezuela.

Para Burgon, todas as pessoas eram livres para decidir quem apoiar, fossem os "desacreditados regimes de direita" ou o presidente venezuelano Nicolás Maduro, acrescentando que "é uma escolha simples e clara, e as pessoas aqui hoje são claras sobre quem devemos apoiar".

Burgon questionou o verdadeiro poder do bloco europeu, a Comissão Europeia, que tem sido "definitivamente hostil" à administração de Maduro.

"Dada à forma como a UE não democrática é dirigida, é irrelevante o que o Parlamento Europeu diz. É o que a Comissão [Europeia] diz [que importa], e são os comissários que dirigem a Europa. E eles são definitivamente hostis à Venezuela."

Caracas vem enfrentando problemas com a crise política desde que o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino do país no dia 23 de janeiro, enquanto o presidente reeleito Maduro culpa Washington de dirigir um golpe de Estado. Rússia, México e Uruguai estão entre os países que expressaram apoio a Maduro como o único líder legítimo.

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