Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Análise: EUA travam 'luta internacional' por hegemonia sobre América Latina

O presidente da organização Amigos Trabalhistas da América Latina Progressista, Colin Burgon, disse à Sputnik que os EUA estão tentando afirmar seu domínio sobre a Venezuela e a América Latina, enquanto tentam excluir nações que desejam relações amistosas com Caracas.


Sputnik

"Esta é uma luta em muitos níveis, é uma luta internacional pela hegemonia americana e pela hegemonia sobre a América Latina", afirmou o líder da organização.


Apoiadores pró-governo segurando a bandeira da Venezuela em protesto contra o presidente dos EUA, Donald Trump, em Caracas, 14 de agosto de 2017
© REUTERS / Ueslei Marcelino

"A Doutrina Monroe [doutrina de política externa dos EUA proclamada em 1823 pelo então presidente James Monroe] […] está agora trabalhando contra a Rússia e a China ou qualquer outra nação que queira ter relações amistosas com a Venezuela. Em um segundo nível também há conflito dentro desses respectivos países", assegurou o ex-deputado trabalhista britânico Burgon à margem de um comício em Londres organizado pelo grupo político britânico Campanha de Solidariedade à Venezuela.

Para Burgon, todas as pessoas eram livres para decidir quem apoiar, fossem os "desacreditados regimes de direita" ou o presidente venezuelano Nicolás Maduro, acrescentando que "é uma escolha simples e clara, e as pessoas aqui hoje são claras sobre quem devemos apoiar".

Burgon questionou o verdadeiro poder do bloco europeu, a Comissão Europeia, que tem sido "definitivamente hostil" à administração de Maduro.

"Dada à forma como a UE não democrática é dirigida, é irrelevante o que o Parlamento Europeu diz. É o que a Comissão [Europeia] diz [que importa], e são os comissários que dirigem a Europa. E eles são definitivamente hostis à Venezuela."

Caracas vem enfrentando problemas com a crise política desde que o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino do país no dia 23 de janeiro, enquanto o presidente reeleito Maduro culpa Washington de dirigir um golpe de Estado. Rússia, México e Uruguai estão entre os países que expressaram apoio a Maduro como o único líder legítimo.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas