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Gorbachov chama EUA para retomar diálogo com a Rússia sobre armas nucleares

O último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov, pediu que os Estados Unidos retomem um "diálogo sério" com a Rússia sobre o problema das armas nucleares e alertou contra as "perigosas tendências destrutivas" na política mundial, em artigo publicado nesta quarta-feira no jornal "Vedomosti".
EFE

Moscou - Após constatar uma ruptura da comunicação entre Moscou e Washington, o ex-líder soviético se dirigiu em particular aos congressistas americanos para pedir que deixem de lado suas diferenças partidárias para facilitar um "diálogo sério" entre ambos os países.


"Estou convencido de que a Rússia está preparada (para o diálogo)", ressaltou Gorbachov, que manifestou preocupação com a suspensão, primeiro pelos EUA e depois pela Rússia, do Tratado de Eliminação dos Mísseis de Médio e Curto Alcance (INF), que ele assinou em 1987 com o então presidente americano, Ronald Reagan.

Gorbachov apontou que por trás da decisão de Washington de deix…

Apelos dos EUA para 'ofensiva' contra Rússia podem levar a guerra nuclear, diz senador

O almirante norte-americano apelou a Washington para uma "ofensiva" contra a Rússia e China. O senador russo Oleg Morozov declarou à Sputnik que tais apelos podem levar ao uso de armas nucleares.


Sputnik

Durante uma conferência do Conselho Atlântico, o chefe das operações navais dos EUA, almirante John Richardson, acusou a Rússia de bloquear o mar de Azov e de reforçar a sua presença militar e naval no Mediterrâneo Oriental. Richardson afirmou que, para os EUA, "chegou a hora de atacar primeiro", segundo a edição Business Insider.


Navios militares dos EUA, USS Bonhomme Richard (primeiro de baixo), e USS Boxer (segundo de cima),  participam de exercícios navais com grupo de pronta-resposta da Unidade Anfíbia da Coreia do Sul, em Ssang Yong, 8 de março de 2016
© REUTERS / U.S. Marine Corps/Cpl. Darien J. Bjornda

"'Pressionar', 'atacar primeiro' significa de fato uma guerra, para mais sem razões visíveis, já que, no contexto da atividade militar dos EUA e da OTAN, as nossas ações parecem uma defesa mínima", declarou o senador russo Oleg Morozov, acrescentando que "qualquer conflito local entre os EUA e a Rússia pode levar ao uso de armas nucleares e a uma grande guerra".

Segundo Morozov, tais declarações poderiam ser chamadas de "delírio de um louco", se não levarmos em consideração o sentido.

O senador espera que esses apelos não sejam ouvidos pelos que têm acesso às armas nucleares nos EUA, já que não se pode brincar com vidas humanas.

Um outro senador russo, Franz Klintsevich, aconselhou os EUA a se esquecerem do mar de Azov, visto que os EUA "não têm tal peça no seu arsenal", se usarmos os termos do xadrez.

"Nós vivemos em uma casa frágil e qualquer passo aventureiro, irresponsável, para a sua reconstrução e mudança do balanço de forças pode causar consequências graves à própria casa", assinalou Klintsevich, acrescentando que é muito estranho ouvir tais declarações de um militar de alto escalão no ativo, que deve avaliar o perigo de tais ações.

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