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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Assad a grupos apoiados pelos EUA: 'Americanos não os protegerão, o Exército da Síria sim'

As Forças Democráticas da Síria (SDF) lideradas pelos curdos iniciaram nesta semana a libertação da aldeia de Baghuz, considerada o último assentamento na Síria controlado pelos terroristas do Daesh.


Sputnik

Dirigindo-se às autoridades locais sírias neste domingo, o presidente Bashar Assad falou sobre os curdos apoiados pelos EUA que lutam contra os terroristas na área:


Presidente sírio Bashar Assad
Bashar Assad © REUTERS

"Dizemos a esses grupos que estão apostando nos americanos que os americanos não vão protegê-los", disse Bashar al-Assad a chefes de conselhos municipais sírios, em discurso transmitido pela televisão síria. Ele continuou dizendo que todas as regiões sírias serão libertadas pelas forças militares da república, "que são absolutamente capazes de defender os moradores das áreas do nordeste da fronteira com a Turquia", disse, em referência à região curda que conta com apoio americano.

"Os americanos vão vender vocês para a Turquia. Ninguém vai defender vocês, exceto o exército sírio", acrescentou Assad.

Ele observou ainda que vários Estados impedem o retorno dos refugiados ao seu país de origem.

"Os países que se interessam pela questão dos refugiados, dificultam o retorno à Síria (…). Um número considerável de refugiados tem sido, nos últimos anos, uma das fontes de corrupção, que são lucrativas para autoridades de países que apoiam terroristas. São funcionários de organizações que deveriam fornecer uma ajuda humanitária, que acaba, como vocês sabem, nas mãos de terroristas", apontou Assad.

"Não deixaremos que estas [pessoas] hostis às forças da Síria usem o sofrimento dos refugiados como um mapa político em seus interesses", afirmou Assad, acrescentando que todos os que deixaram a Síria ameaçados por terroristas serão recebidos de volta e "poderão fazer uma contribuição para a reconstrução pós-guerra do país".

O presidente lembrou que em 2018, dezenas de milhares de cidadãos sírios conseguiram retornar ao país a partir de terras vizinhas.

Enquanto isso, o representante especial dos EUA na Síria, James Jeffrey, discursou na Conferência de Segurança de Munique, delineando os planos de Washington sobre a retirada das tropas e objetivos finais na região. Ele ressaltou que os EUA "não estão" insistindo na queda de Assad, mas que pressionam por "uma grande mudança no comportamento do regime [sírio] para alinhar uma dúzia de acordos da ONU e outros acordos internacionais".

Com a luta contra o Daesh na Síria chegando ao fim, as questões mais delicadas permanecem sendo os constantes ataques israelenses no sul do país e a preparação final para o combate em Idlib, último enclave terrorista no país e povoado por várias forças mercenárias apoiadas pela Turquia.

No último dia 9 de fevereiro, as Forças Democráticas Sírias anunciaram o início da operação destinada a libertar Baghuz, o último enclave remanescente do Daesh localizado próximo da fronteira com o Iraque, na província de Deir ez-Zor.

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