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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Austrália compra 12 submarinos da França por US$ 50 bilhões

A Austrália assinou formalmente um contrato de US$ 50 bilhões com a França para construir 12 submarinos de última geração, um sinal da disposição do país de projetar energia em todo o Pacífico.


Sputnik

O primeiro-ministro Scott Morrison elogiou o "plano audacioso" em uma cerimônia em Camberra como "parte do maior investimento em defesa da paz da Austrália".


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Submarino Classe Scorpène | Reprodução

O contrato por 12 submarinos de classe de ataque é com a empresa Naval Group, que conta com a participação do Estado francês.

É o maior projeto de defesa da história da Austrália e o maior de exportação da Naval Group.

O primeiro submarino deverá ser concluído no início dos anos 2030.

Críticos dizem que é tarde demais: as águas do norte e do leste da Austrália são o cenário de uma intensa luta por influência entre os Estados Unidos, a China e as potências regionais.

Pequim fez reivindicações territoriais de grande parte do mar da China Meridional — uma via marítima vital para manter o suprimento de minérios e petróleo bruto que alimentam a economia chinesa.

Washington teme que a China esteja se tornando cada vez mais assertiva sobre suas reivindicações territoriais para mostrar seu domínio sobre as pequenas nações asiáticas e cimentar seu papel como a principal potência regional.

Analistas militares australianos esperam que os submarinos permitam que o país mantenha uma dissuasão confiável contra possíveis ações hostis.

A ministra das Forças Armadas da França, Florence Parly, assinou o acordo.

"É preciso muita confiança para a Austrália apostar na França e muita confiança para a França compartilhar com a Austrália a capacidade que está tão próxima do núcleo de nossa soberania e nossa autonomia estratégica", afirmou Parly.

As 12 embarcações de propulsão convencional serão construídas em um novo estaleiro no sul da Austrália.

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