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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

'Bola jogada entre China, EUA, Rússia': política alemã defende criação de exército europeu

Annegret Kramp-Karrenbauer, a sucessora de Angela Merkel na União Democrata-Cristã da Alemanha (CDU), afirmou durante seu primeiro discurso em Bruxelas como líder do partido que a UE deve criar um exército europeu.


Sputnik

De acordo com a política, citada pela edição Financial Times, a criação de um exército europeu paralelamente às forças nacionais seria um passo lógico, "se não quisermos ser bola jogada entre a Rússia e os EUA, e a China e os EUA".


Forças Armadas da Alemanha (foto de arquivo)
Militares alemães © AFP 2018 / John MacDougall

Kramp-Karrenbauer comentou ainda a questão da imigração ilegal, qualificando-a como "um dos maiores desafios do continente europeu por décadas", e pediu o reforço de controle das fronteiras externas da UE, que, de acordo com ela, é essencial para a sobrevivência do espaço Schengen.

"Temos que ter uma resposta comum e isso também deve estar no centro da campanha eleitoral europeia", afirmou.

A política defendeu a ideia apoiada pela chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, de criação de um exército europeu conjunto, que eles esperam se tornar parte de uma estrutura de segurança transatlântica mais ampla. No início de novembro de 2018, Macron pediu a criação do que ele considera um "verdadeiro exército europeu", destinado a proteger os interesses da união; a ideia foi apoiada por Merkel.

No entanto, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, rejeitou a ideia em novembro, assim como o secretário-geral da OTAN Jens Stoltenberg, que alertou que os esforços da UE não deveriam competir com a aliança, que ele chamou de base da segurança europeia.

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