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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Bolton conclama militares e Banco Central da Venezuela a tomarem o lado da oposição

O conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Bolton, pediu neste sábado (2), que o militares venezuelanos e também os funcionários do Banco Central da Venezuela tomem posição em favor da oposição ao presidente Nicolás Maduro durante a crise política no país.


Sputnik

"Ao alto comando militar venezuelano, agora é a hora de tomar o lado do povo venezuelano. É seu direito e responsabilidade defender a constituição e a democracia na Venezuela! […] os funcionários do Banco Central venezuelano e outros banqueiros devem aceitar a anistia do presidente [interino Juan] Guaidó agora, pois é melhor do que serem responsabilizados pelo saque contra as riquezas do país depois", disse Bolton em sua conta oficial no Twitter.


John Bolton na Casa Branca.
John Bolton © AP Photo / Susan Walsh

O conselheiro ainda postou um link para uma reportagem da Bloomberg, que afirma haver "tensões dentro do Banco [Central] estão eclodindo" e um link de um vídeo mostrando policiais deixando a cena de um protesto anti-governo em Barquisimeto, na Venezuela, recusando-se a reprimir a manifestação.

Neste sábado (2), tanto apoiadores da oposição quanto do presidente Nicolás Maduro saíram às ruas em meio a crise política no país.

Em 23 de janeiro, Guaidó, o líder oposicionista da Assembleia Nacional, autoproclamou-se o presidente interino da Venezuela. A medida foi apoiada por países como os Estados Unidos, o Brasil e a Argentina.

Já China, Turquia, Rússia, México, Uruguai e Cuba estão entre os países que reconhecem apenas Maduro como o líder legítimo da Venezuela, em respeito à vitória eleitoral do presidente em 2018.

Maduro acusa os EUA de estarem operando um golpe de Estado na Venezuela e cortou laços diplomáticos com os norte-americanos.

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