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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Chanceler brasileiro cogita 'sanções específicas' e diz que pressão sobre Venezuela continua

Ernesto Araújo convocou entrevista coletiva para falar sobre crise no país. Reeleito, Maduro tomou posse, mas Brasil diz que mandato é 'ilegítimo' e reconhece Juan Guaidó como presidente.


Por Flávia Foreque | TV Globo — Brasília

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou nesta sexta-feira (1º) que "sanções específicas" contra a Venezuela podem "acelerar mudanças" no país vizinho. Disse também, em uma entrevista coletiva, que a "pressão diplomática" continua.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo — Foto: Fabio Pozzebom / Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo — Foto: Fabio Pozzebom / Agência Brasil

A Venezuela vive uma profunda crise política, social e econômica. A inflação no país já ultrapassa 1.000.000% ao ano; milhões de cidadãos fugiram do país nos últimos anos; e políticos de oposição têm denunciado perseguição política por parte do governo.

"Sanções específicas podem ajudar a acelerar mudanças políticas. No caso específico, teríamos que ver se sanção seria compatível com legislação brasileira e se seria útil realmente para acelerar a transição. Então, é algo que não dá para ver em abstrato. Mas o principal é a pressão diplomática continuada em favor da transição democrática", afirmou Ernesto Araújo.

Reeleito para um novo mandato até 2025, o presidente venezuelano Nicolás Maduro tomou posse no mês passado. O Brasil, os Estados Unidos, o Parlamento Europeu e parte da comunidade internacional, contudo, não reconhecem a legitimidade de Maduro no cargo.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro chegou a afirmar que reconhece o presidente da Assembleia Nacional do país, Juan Guaidó, como presidente da Venezuela. Guaidó é um dos principais líderes da oposição a Maduro.

Na opinião do chanceler brasileiro, a Venezuela vive uma "“situação de genocídio silencioso" e o caminho para Maduro é "a porta da rua".

De acordo com o ministro, "elementos de pressão" contra a Venezuela podem ser pensados.

"Do ponto de vista de pressão externa sobre o regime, congelamento de bens é um instrumento útil", ressaltou.

Tentativa de 'golpe'


Desde que o Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, decidiu não reconhecer a legitimidade do governo Maduro, o presidente venezuelano tem dito que é alvo de uma tentativa de "golpe de Estado".

Maduro afirma, ainda, que a Venezuela é alvo de perseguição ilegal por parte dos Estados Unidos porque, segundo ele, o país tem interesse no petróleo venezuelano.


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