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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Chanceler brasileiro minimiza cúpula sobre a Venezuela no Uruguai: 'nada útil'

O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse nesta quinta-feira que a reunião realizada em Montevidéu pelo Grupo de Contato Internacional (GCI) para a Venezuela, formado pela União Europeia (UE) e vários países latino-americanos, não é uma iniciativa válida ou útil.


Sputnik

"A reunião em Montevidéu a partir de premissas erradas, não considero uma iniciativa válida", declarou o chanceler em Washington.


O ministro do MRE, Ernesto Araújo, na cerimônia de diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, no TSE.
Ernesto Araújo © Foto : Valter Campanato/Agência Brasil

"Nós não achamos que uma iniciativa que é parte muito útil do campo de jogo nível de orçamento entre o governo legítimo de Juan Guaidó e a ditadura de Nicolás Maduro, parece-nos que isso não é um ponto de partida", acrescentou.

Araújo fez as declarações da embaixada brasileira na capital dos Estados Unidos, no final de uma visita oficial ao país, onde se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e com o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton.

Além da Venezuela, outro tema debatido por Araújo com as autoridades estadunidenses foi a visita oficial que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro deve fazer em março, provavelmente na segunda quinzena, sem uma data ainda fechada, de acordo com o chanceler.

Tempo para falar com Maduro já passou, diz enviado dos EUA

O tempo de diálogo com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já passou, declarou o enviado especial dos EUA para o país sul-americano, Elliott Abrams.

"O tempo para o diálogo com Maduro já passou", comentou em entrevista coletiva.

Assim como Araújo, Abrams criticou a reunião do GCI, convocada por iniciativa do Uruguai e do México, realizada nesta quinta-feira em Montevidéu.

"Não estamos interessados em entrar para o Grupo de Contato", ressaltou.

O diplomata pediu à comunidade internacional que reconheça o líder da Assembleia Nacional da oposição (Parlamento unicameral, desprezado desde 2016), Juan Guaidó, a quem os EUA já haviam reconhecido como presidente interino da Venezuela.

"O governo dos EUA está em coordenação com Guaidó e sua equipe de especialistas, bem como com outros governos da região e especialistas em ajuda humanitária em termos de logística para fornecer assistência", afirmou Abrams.

Ele acrescentou que os Estados Unidos estão fornecendo alimentos e medicamentos para a Colômbia "para que eles possam ser entregues à Venezuela com segurança o mais rápido possível".

A Venezuela está passando por uma crise econômica e política que piorou em 23 de janeiro, depois de Guaidó se proclamar "presidente encarregado" do país.

Ele foi imediatamente reconhecido pelos EUA, 11 dos 14 países membros do Grupo de Lima (incluindo o Brasil) e a maioria dos estados membros da UE, com algumas exceções, como a Itália.

Rússia, Bolívia, China, Cuba, Irã, Turquia e outros países reafirmaram seu apoio ao atual governo venezuelano.

Enquanto isso, Maduro, que assumiu o segundo mandato em 10 de janeiro, chamou a declaração de Guaidó de uma tentativa de golpe e culpou os EUA por orquestrá-la.

Em 2 de fevereiro, Maduro disse que 2019 será o ano da recuperação econômica da Venezuela, que está a caminho de "superar o dólar criminoso e a hiperinflação" que enfrenta por causa da guerra econômica promovida pelos EUA.

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