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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

China está planejando abandonar política de 'não ser o primeiro a usar' armas nucleares?

A China poderia reconsiderar sua política de longa data de "não ser o primeiro país a utilizar" armas nucleares, de acordo com analistas.


Sputnik

Como sinal dessa crescente preocupação, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou em outubro que sua decisão de se retirar do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) se deveu à necessidade de responder ao crescente potencial nuclear da China, gerando por sua vez preocupação no país asiático, de acordo com a edição chinesa South China Morning Post.


Soldados do Exército Popular de Libertação da China (PLA) na parada militar comemorativa do 90º aniversário do exército chinês, julho de 2017
Militares chineses em desfile © REUTERS / China Daily

À medida que a China vem avançando no desenvolvimento de suas armas e Washington e vem tentando limitar a capacidade militar de Pequim no mar do sul da China, os dois países começam a se envolver em uma competição na área nuclear.

De acordo com Zhao Tong, membro do Programa de Polícia Nuclear com sede no Centro Carnegie-Tsinghua para a Política Global, os EUA e seus aliados estão aumentando suas capacidades de guerra antissubmarina no mar do Sul da China e no oceano Índico.

Entretanto, diferente dos EUA, o país asiático não pode lançar um ataque preventivo devido à disparidade tecnológica, portanto, não lhe resta outra alternativa senão manter sua política de "não ser o primeiro a utilizar" armas nucleares, apontou o artigo.

Em um comunicado do final do ano passado, Zhao afirmou que tal aumentaria a desconfiança entre os dois países e também a possibilidade de que Pequim possa revisar a sua política de não ser o primeiro a usar armas nucleares, vigente desde os primeiros testes nucleares do gigante asiático em 1964.

Neste sentido, a série de mísseis JL, ou Julang, para submarinos de propulsão nuclear, faz parte de uma estratégia do Exército Popular de Libertação (EPL) de estender suas capacidades de retaliação nuclear do país.

No entanto, Song Zhongping, especialista militar, indicou que a capacidade nuclear da China também está muito atrás da da Rússia. Os EUA e a Rússia possuem mais de 90% das armas nucleares, reforçou.

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