Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

CIA acusa Rússia de 'substituir' míssil 9М729, diz mídia

A Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) afirmou que as autoridades russas, no briefing para os representantes estrangeiros em 23 de janeiro, não apresentaram o míssil de cruzeiro 9М729, mas sim outro míssil, comunicou o jornal Daily Beast, alegando fontes próximas ao relatório da inteligência.


Sputnik

Em 23 de janeiro, o Ministério da Defesa russo mostrou pela primeira vez a adidos militares estrangeiros o míssil 9M729 do complexo de defesa antiaérea Iskander-M, sua documentação e respetivo equipamento. Este míssil tem sido usado como pretexto para culpar a Rússia de violar o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF).


Míssil modernizado 9М729 apresentado pelo Ministério da Defesa russo no pavilhão de exibição Patriot, nos arredores de Moscou
Míssil russo 9M729 © Sputnik / Vladimir Astapkovich

A entidade russa informou que foram convidados os adidos militares e representantes dos países-membros da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), BRICS, UE, OTAN e outros países a participar do evento. No entanto, os adidos militares dos EUA, Reino Unido, da França e Alemanha, bem como os representantes da UE e da missão da OTAN na Rússia não estiveram presentes.

Segundo os dados da inteligência norte-americana, revelados pelo jornal, no briefing, do qual os EUA não participaram, foi demonstrado "outro míssil" e não o 9М729.

Posteriormente, o Ministério da Defesa da Rússia desmentiu a notícia sobre a "substituição" do míssil 9М729, qualificando-a como tentativas da inteligência norte-americana para evitar a sua responsabilização pela mentira, segundo o representante oficial da entidade, Igor Konashenkov.

A CIA e Agência Nacional de Informação Geoespacial (NGA) consideram o contêiner do míssil demonstrado no briefing "insuficientemente grande" para o 9М729. Além disso, a inteligência dos EUA afirma que o 9М729 usa outro lançador e não o apresentado no evento.

A inteligência dos EUA também declarou que a Rússia "não apresentou quase nada" que comprovasse a ausência de violações do Tratado INF.

As entidades americanas reafirmaram a posição dos EUA de que, no decorrer dos testes, o alcance do 9М729 ultrapassou os 500 quilômetros. Eles consideram o 9М729 uma variante terrestre do míssil de cruzeiro Kalibr, que possui um alcance de até 2.350 km.

O senador russo Frants Klintsevich chamou essas acusações de mentira cínica. "Eles acham que somos idiotas? Que a Rússia organizou um circo, apresentou um míssil falso e ninguém mais reparou?", indignou-se o senador, acrescentando que os americanos, ao afirmar isso, se envergonham perante todo o mundo.

Segundo Klintsevich, essas acusações são falsas e serão desmentidas por especialistas de outros países, inclusive europeus, já daqui a uma semana. O senador afirmou que hoje em dia a mentira é a ferramenta principal da guerra de informação. Os EUA procuram camuflar o seu verdadeiro objetivo — a saída do Tratado INF e o posicionamento de mísseis na Europa, assinalou ele.

Em 2 de fevereiro, os EUA suspenderam suas obrigações do Tratado INF assinado em 1987 com a então União Soviética e que proíbe os mísseis balísticos e de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 quilômetros.

A Rússia também anunciou em resposta que suspende seu compromisso com o Tratado INF e começa a desenvolver um míssil hipersônico terrestre.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas