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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Dois militares venezuelanos desertam pela fronteira com o Brasil

Dois sargentos entraram em Pacaraima (RR) na noite de sábado, e estão alojados em um abrigo destinado a refugiados venezuelanos.


Por Emily Costa, Alan Chaves e Vladimir Netto | G1 Roraima e TV Globo — Pacaraima

Dois militares da Guarda Nacional Bolivariana desertaram pela fronteira da Venezuela com o Brasil. São dois sargentos, que chegaram na noite de sábado e estão alojados no abrigo para refugiados de Pacaraima, disse o coronel do Exército brasileiro Georges Feres Kanaan neste domingo (24).

Movimentação na fronteira entre Brasil e Venezuela é tranquila na manhã deste domingo, após confronto no sábado — Foto: Emily Costa/G1
Movimentação na fronteira entre Brasil e Venezuela é tranquila na manhã deste domingo, após confronto no sábado — Foto: Emily Costa/G1

O dois sargentos são os primeiros militares venezuelanos a desertar do regime de Nicolás Maduro pela fronteira brasileira. No sábado, mais de 60 abandonaram o próprio país para a Colômbia, em uma dia de confrontos entre apoiadores do presidente venezuelano e opositores que deixou ao menos 3 mortos e centenas de feridos.

“Estamos aqui no posto de triagem da Operação Acolhida e ontem à noite dois militares da guarda nacional venezuelana se apresentaram como refugiados”, disse Kanaan, que é coordenador-adjunto da Operação Acolhida, voltada a receber os venezuelanos que deixam o país vizinho em direção ao Brasil.

Segundo Kaan, os dois militares estavam uniformizados e entraram no Brasil a pé, por um local não identificado, e pediram refúgio. "Nossa preocupação foi o acolhimento, para eles sentirem que estão sendo acolhidos. O tratamento dado a eles é como para qualquer outro solicitante de refúgio”, disse.

Os dois militares, que estavam desarmados, disseram a autoridades brasileiras que decidiram desertar após os confrontos de ontem entre venezuelanos e soldados da guarda nacional na fronteira com o Brasil, e após conflitos em Santa Helena de Uairén, que deixaram 3 mortos segundo um a médica venezuelana.

Os desertores afirmaram às autoridades ainda que outros militares venezuelanos pensam em fugir do país.

Manhã tranquila após tarde de confrontos

A Venezuela fechou a fronteira com o Brasil na noite de quinta-feira (21), por ordem do presidente Nicolás Maduro, para evitar a entrada de ajuda humanitária. Os dois primeiros caminhões com alimentos e remédios chegaram até Pacaraima no sábado (23), mas não puderam entrar na Venezuela e foram recolhidos.

Após a retirada dos caminhões, venezuelanos que estavam do lado brasileiro atacaram uma base venezuelana no território do país vizinho. Os militares venezuelanos reagiram e segundo o coronel Jacaúna, comandante da Operação Acolhida, lançaram bomba de gás e dispararam com arma de fogo, inclusive contra o território brasileiro.

Na manhã deste domingo, a situação é tranquila na região da fronteira, que permanece fechada. Algumas pessoas circulam pelo local, e os militares venezuelanos fazem uma barreira a cerca de 800 metros da linha que divide os dois países, como vêm fazendo desde sexta-feira.

Diferentemente do que ocorreu nos dias anteriores, entretanto, a bandeira da Venezuela não foi hasteada. No sábado, ela foi retirada por manifestantes no momento do conflito.

Apesar do fechamento na fronteira, venezuelanos continuam a entrar no Brasil por meio de caminhos alternativos, chamados de trincheiras, onde não há controle quer de um lado, quer do outro.

Brasil condena 'ditador Maduro'

Na madrugada deste domingo, o Itamaraty emitiu uma nota condenando os atos de violência na Venezuela.

O texto criticou "os atos de violência perpetrados pelo regime ilegítimo do ditador Nicolás Maduro" ocorridos no sábado, nas fronteiras com o Brasil e com a Colômbia, chamou o governo de Maduro de "criminoso" e apelou à comunidade internacional para "somarem-se ao esforço de libertação da Venezuela".

"O uso da força contra o povo venezuelano, que anseia por receber a ajuda humanitária internacional, caracteriza, de forma definitiva, o caráter criminoso do regime Maduro", afirma nota divulgada pelo Itamaraty na madrugada deste domingo.

O governo brasileiro diz que os ataques são "um brutal atentado aos direitos humanos" e que "nenhuma nação pode calar-se". "O Brasil apela à comunidade internacional, sobretudo aos países que ainda não reconheceram o presidente encarregado Juan Guaidó, a somarem-se ao esforço de libertação da Venezuela", afirma o governo brasileiro.


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